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As raias-manta são espécies ameaçadas de extinção e a captura, transporte ou comercialização é proibida por lei (Foto: Divulgação/Projeto Mantas do Brasil)As raias-manta são espécies ameaçadas de extinção e a captura, transporte ou comercialização é proibida por lei (Foto: Divulgação/Projeto Mantas do Brasil)

O filhote, de 138 kg, se enroscou em uma rede de captura de lagosta e acabou sendo arrastado para a areia

Um filhote de raia-manta, também conhecido como jamanta, com aproximadamente 138 kg, foi morta na manhã desta quinta-feira (07), na praia de Jauá, em Camaçari. O animal se enroscou em uma rede de captura de lagosta e acabou sendo arrastado para a areia e morto.

Segundo o Projeto Mantas do Brasil, iniciativa voltada à conservação das raias gigantes, as raias-manta são espécies ameaçadas de extinção e a captura, transporte ou comercialização é proibida por lei.

William Freitas, presidente do Instituto Rede Mar Brasil - que é ligado ao projeto Projeto Mantas do Brasil - acompanhou toda a movimentação na praia de Jauá na hora da captura e lamentou o ocorrido. “Trata-se de um animal muito raro. A análise do material coletado é uma grande oportunidade de aprendizado. Vamos fazer de tudo para gerar conhecimento a partir desse episódio”, destacou.

Após a coleta do material pelo Instituto Rede Mar Brasil, os pescadores levaram o restante do animal para o consumo próprio. Mas o Projeto Mantas do Brasil ressalta que, além do crime ambiental por se tratarem de espécies ameaçadas de extinção, o consumo desses animais pode representar um risco também à saúde humana devido a alta concentração de substâncias tóxicas na carne, como o mercúrio.

Ainda de acordo com o projeto, o espécime encontrado em Jauá, provavelmente, se trata de uma espécie não catalogada de raias-manta. Atualmente, existem apenas dois tipos de raias-manta catalogadas: Manta (ou Mobula) birostris e Manta (ou Mobula) alfredi.

Histórico de capturas

Um mapeamento da oceanóloga Nayara Bucair, do Projeto Mantas do Brasil, analisa as capturas incidentais e intencionais ocorridas em diversos estados brasileiros, em especial nos estados da Bahia, Espírito Santo e Sergipe. O estudo mostra que dos 270 espécimes analisadas, 25,9% (70 espécimes) apresentavam feridas e todas as lesões resultado de atividades antrópicas (relativo à ação humana), e que 34,3% dos animais feridos arrastavam equipamentos de pesca.

Como as leis de proteção para as arraias-mantas são consideravelmente novas em relação a outros animais e por não haver tanta fiscalização em relação à captura ilegal da espécie, as populações continuam diminuindo sob essa ameaça. “A divulgação científica tem o papel de reverter essa situação, ajudando as pessoas a enxergarem que esse animal vale muito mais vivo. Geram mais recursos como produto do turismo do que da pesca. Precisamos levar esse conhecimento aos pescadores da Bahia, a fim de que se tornem agentes da preservação”, destaca Nayara.

Conforme classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (ICN), as raias-manta estão ameaçadas de extinção e a pesca desta espécie está proibida. Devido ao processo reprodutivo lento e complexo do animal - a fêmea gera apenas um filhote a cada três anos, suas populações são levadas rapidamente ao declínio quando expostas a capturas.

Mantas do Brasil é um projeto realizado nacionalmente pelo Instituto Laje Vivo e patrocinado pela Santos Port Authority, empresa que administra o Porto de Santos, em São Paulo. Na Bahia, a parceria do Projeto Mantas do Brasil com o Instituto Rede Mar Brasil deu origem à Redemantas, iniciativa voltada à conservação das raias gigantes do estado, principalmente por meio da conscientização e sensibilização das comunidades pesqueiras locais.

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