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Orientação é para que sejam vacinadas primeiro as grávidas que têm doenças pré-existentes que podem agravar os quadros de covid (Foto: Reprodução)
Orientação é para que sejam vacinadas primeiro as grávidas que têm doenças pré-existentes que podem agravar os quadros de covid (Foto: Reprodução)

Primeiro devem ser vacinadas as que têm alguma doença pré-existente

O Ministério da Saúde decidiu incluir gestantes e puérperas no grupo prioritário para a vacinação contra covid-19. Uma nota técnica divulgada pela pasta aos estados e municípios traz a medida.  Ainda em março, o governo tinha incluído as grávidas que têm alguma comorbidade.

Mesmo com a inclusão, a orientação é para que sejam vacinadas primeiro as grávidas que têm doenças pré-existentes que podem agravar os quadros de covid.  A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Franciele Francinato, explica que a decisão se justifica pelo fato das grávidas e puérperas terem maior chance de internamento em caso de contaminação pelo coronavírus.

O foco da vacinação agora é em pessoas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente, ressalta o Ministério da Saúde, e isso será mantido na ordem de imunização das gestantes O governo apresentou os seguintes critérios e fases para priorizar a vacinação:

Fase 1 - Vacinar proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponibilizado:

Pessoas com Síndrome de Down, independentemente da idade;
Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise)independentemente da idade;
Gestantes e puérperas com comorbidades, independentemente da idade;
Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos.
Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos

Fase 2 - Vacinar proporcionalmente, segundo as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos:

Pessoas com comorbidades;
Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no BPC;
Gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes

A gestantes e puérperes que querem se vacinar agora devem comprovar uma condição de risco (comorbidade), com relatórios médicos e similares. A vacinação não depende de um período gestacional específico e o teste de gravidez não será pré-requisito. A puérpera que se vacinar deve ser orientada a manter o aleitamento materno.

A vacinação pode acontecer com qualquer imunizante, respeitando os intervalos de aplicação orientados no Plano Nacional de Imunização (PNI). Quem for se vacinar contra a influenza ou qualquer outra doença deve esperar pelo menos 15 dias após ser imunizado contra a covid-19.

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