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Protetora Luciene Almeida Matos Reis, presidente da ONG Arca Resgate (Foto: Montagem | Redação CFF)
Protetora Luciene Almeida Matos Reis, presidente da ONG Arca Resgate (Foto: Montagem | Redação CFF)

A Organização Não Governamental (ONG) Arca Resgate, que atua no resgate, tratamento e intermediação de adoção de animais abandonados em Camaçari, está passando por uma situação no mínimo inusitada: no último sábado (10), o grupo recebeu ordem de despejo do imóvel que ocupa, às margens do Rio Camaçari, na rua Maria Meire, no Nova Vitória.

Acontece que o imóvel que funciona como lar temporário para os animais resgatados está dentro da área da obra de requalificação do rio. O problema maior, no entanto, é a falta de sensibilidade com que a prefeitura está tratando a situação.

Destino dos animais

"Nós entendemos que precisamos sair, mas está na hora de a prefeitura ter uma olhar para a questão dos animais de rua da cidade. Vamos fazer o que com os que estão conosco? E com os próximos?", questiona Luciene Almeida Matos Reis, presidente da ONG.

Ela ressalta que a cidade não possui abrigo público, nem sequer lar temporário e não desenvolve nenhum programa de ação com animais abandonados.

"Nós e os outros protetores de animais de Camaçari fazemos um trabalho que é dever do poder público e fazemos isso de forma voluntária, sem nenhum apoio. Cuidar dos animais de rua é obrigação da Prefeitura, mas somos nós e os outros protetores que fazemos esse trabalho", destaca ela.

Zoonoses inoperante

Como um exemplo da falta de atuação da prefeitura, Luciene citou o Centro de Combate a Zoonoses (CCZ), que, de acordo com ela, não desenvolve nenhum trabalho: "A Zoonoses não faz nada; é um monumento parado", denuncia.

Em busca de cuidado

Qualquer pessoa que anda pela cidade em Camaçari sabe que o abandono de animais nas ruas é um problema constante. Enquanto - como denuncia Luciene - a prefeitura se omite da obrigação de tratar a situação - a ONG Arca Resgate e outros grupos desenvolvem o trabalho.

Enquanto alguns mantém abrigos, onde os animais podem viver indefinidamente, outros mantém lares temporários, como é o caso de Luciene. Em um lar temporário, o animal recebe os cuidados veterinários necessários, castração, abrigo e alimentação, enquanto os responsáveis atuam para a que a adoção aconteça o mais rápido possível.

Caso a prefeitura não apresente uma opção viável para manutenção do cuidado aos animais, o resgate teria que ser interrompido. O grupo Arca Resgate atua a cerca de quatro anos, no mesmo imóvel e já ajudou mais de 100 animais.

"O que nós queremos é um lugar, um terreno, para construir nosso lar temporário definitivo. Queremos que a prefeitura tenha um olhar para esses animais.  Está na hora de abrir os olhos para os animais de rua em Camaçari", ressalta Luciene, na esperança de ser ouvida.

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