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Bahia

De 32 amostras analisadas pelo laboratório, 10 testaram positivo para a variante P.1, a mesma responsável pelo surto ocorrido no Amazonas (Foto: Reprodução)
De 32 amostras analisadas pelo laboratório, 10 testaram positivo para a variante P.1, a mesma responsável pelo surto ocorrido no Amazonas (Foto: Reprodução)

Na última sexta-feira (5) o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) anunciou a circulação, na Bahia, da mesma linhagem do SARS-CoV-2 (Covid-19) presente em Manaus, que é considerada mais infecciosa: de 32 amostras analisadas pelo laboratório, 10 testaram positivo para a variante P.1, a mesma responsável pelo surto ocorrido no Amazonas.

De acordo com o Lacen, esses foram os primeiros registros oficiais de que a mutação chegou à Bahia. A notícia mais impactante, porém, é como a variante foi trazida para o estado.

De acordo com o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, “as amostras foram coletadas nos últimos dias e a investigação preliminar da vigilância epidemiológica aponta a maioria dos pacientes estavam de férias e passaram pelos municípios de Salvador, Irecê e João Dourado, todos com residência na região amazônica”.

A faixa etária dos pacientes diagnosticados com a variante P.1 vai de 7 a 66 anos, sendo sete pessoas do sexo masculino e três feminino. As amostras que testaram positivo para a variante de Manaus foram coletadas em unidades públicas e privadas, sendo, respectivamente, sete e três.

Caos

Desde janeiro, a variante encontrada no Amazonas - e que agora se espalha pelo país - já era considerada pelos pesquisadores como a provável causa do surto ocorrido em Manaus e outras cidades do estados, que levou à superlotação contínua dos hospitais e dezenas de mortes (a variante e a inércia dos governos, claro).

O pesquisador da Fiocruz-Amazônia, Jesem Orellana disse ao jornal Estadão, em meados de janeiro, que a nova variante era a "explicação mais plausível" para a explosão de casos vista no estado.

"Apesar de todo esse contexto de relaxamento da população em relação aos cuidados, acreditamos que esta nova cepa é a explicação mais plausível para um crescimento tão explosivo considerando o histórico de Manaus", disse Orellana.

"Porque esse tipo de crescimento tão explosivo a gente normalmente aceita quando toda a população é considerada suscetível ao novo vírus. Mas essa disseminação que estamos vendo num contexto em que pelo menos 30% a 40% da população já tinha sido exposta ao coronavírus só pode ser porque essa nova cepa se programa muito mais rapidamente que todas as 11 variantes que circularam antes na região", detalhou Orellana.

Infecção prévia não é imunidade

As mutações constantes do Coronavírus, além de tornar a pandemia mais perigosa, têm revelado algo que já era esperado por pesquisadores da área: infecções prévias não geram imunidade total contra o vírus. Ou seja, a ideia propagada por alguns de que "eu já peguei, não preciso mais me preocupar" é errada.

Em janeiro, profissionais da Fiocruz/Amazônia confirmaram o primeiro caso de reinfecção pela variante P.1, a mesma encontrada na Bahia, agora. O pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônicas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), explicou, em entrevista, que além de haver estudos indicando que mutações semelhantes aumentaram a capacidade de transmissão, também há indícios de que a mutação permita que o coronavírus escape dos anticorpos produzidos a partir do contato com linhagens anteriores.

Na última semana de janeiro, outros pesquisadores brasileiros encontraram no Rio Grande do Sul dois casos de infecção dupla de Covid-19, em que os pacientes, ambos com cerca de 30 anos, foram infectados ao mesmo tempo com duas linhagens diferentes do novo coronavírus ao mesmo tempo. Casos de reinfecção, também estão sendo estudados.

Prevenção

A única forma comprovadamente eficaz de refrear o coronavírus ainda é a prevenção. É importante que a população mantenha em mente que ainda estamos em pandemia e mesmo a vacina, considerada por muitos como a solução para o problema, não traria efeitos significativos tão cedo, já que a maior parte da população ainda vai demorar meses para começar a ser vacinada.

Ou seja: usar máscaras adequadamente, manter distanciamento social e higienizar frequentemente as mãos ainda são o único seguro para proteger a si mesmos e aos demais.

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