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É possível consumir zinco através de carnes, feijões, arroz selvagem, ostras, oleaginosos entre outros (Foto: Reprodução)
É possível consumir zinco através de carnes, feijões, arroz selvagem, ostras, oleaginosos entre outros (Foto: Reprodução)

Em meio a tantas polêmicas sobre o tratamento da covid-19, um estudo realizado em Barcelona, na Espanha, está trazendo uma nova - e simples - esperança no cuidado e cura de pessoas infectadas pelo vírus.  Uma que pode ser encontrada na feira: zinco.

Após observar 249 pacientes com covid-19, pesquisadores do Hospital del Mardo descobriram que o índice de zinco no sangue pode estar diretamente associado à recuperação ou à morte dos contaminados: dentro do grupo, todos aqueles com baixos níveis no mineral no corpo tinham sintomas mais graves, mais inflamação e demoraram mais para se recuperar.

Além disso, eles também observaram que entre aqueles com medições de zinco abaixo do normal a mortalidade foi de 21%, enquanto no grupo com índices maiores foi de 5%.

Além da observação, eles também realizaram testes em laboratório, cultivando células com marcadores diferentes de quantidades do nutriente e depois expondo-as ao coronavírus.  A conclusão foi que a presença do mineral em níveis adequados pode desacelerar o crescimento e multiplicação do vírus.

“Já havia uma base fisiopatológica e logo descobrimos que ter zinco baixo [abaixo de 50 microgramas por decilitro de sangue] era sinônimo de piora: mais inflamação, mais internações em UTI e mais tempo de recuperação”, destacou o infectologista e autor do estudo, Roberto Güerri.

Velho amigo

A ciência da nutrição e saúde já sabe há muito tempo que o zinco é um mineral essencial para manutenção da saúde humana. Além de ser indispensável para o desenvolvimento saudável, ele fortalece o sistema imunológico, combate o cansaço físico e mental, retarda o envelhecimento, regula a produção de hormônios e melhora a aparência da pele e cabelos.

A recomendação de uso de zinco associado a vitamina C já é uma receita comum no auxílio de combate a resfriados. A possibilidade de um mineral de fácil acesso poder ajudar no combate à covid-19 é realmente uma notícia boa, em especial por se tratar de algo que pode e deve ser ingerido através de alimentos.

Comida sim, suplemento não

Além de ser um nutriente importante para o corpo humano, zinco também é um metal, portanto, o consumo em excesso também oferece riscos, desde intoxicação e doenças renais até, em casos mais raros, morte. Embora seja muito fácil encontrar suplementos de zinco em farmácias, a forma mais segura e indicada de ingerir o mineral é através da alimentação.

A recomendação de ingestão diária varia de acordo com a fase da vida, mas uma alimentação balanceada é totalmente capaz de garantir o suprimento das necessidades.

Então, por via das dúvidas, se você decidir fortalecer suas defesas internas com zinco, saiba que é melhor correr para a feira do que para a farmácia: duas castanhas-do-pará ou 5 castanhas de caju por dia já oferecem quantidades adequadas de zinco e de outros minerais.

Além delas, é possível consumir zinco através de carnes, feijões, arroz selvagem, ostras entre outros. Veja abaixo uma lista com os 11 principais alimentos fontes de zinco.

Ostras cozidas 39 mg
Carne de boi assada 8,5 mg
Peru cozido 4,5 mg
Carne de vitela cozida 4,4 mg
Fígado de frango cozido 4,3 mg
Sementes de abóbora 7,3 mg
Feijão de soja cozido 4,1 mg
Cordeiro cozido 4 mg
Amêndoa 5,0 mg
Amendoim 4,8 mg
Castanha-do-pará 4,5 mg

A pesquisa foi publicada na revista científica Nutrients e trazabre a porta para o estudo da possibilidade do uso de suplementos desse mineral como parte da terapia de recuperação dos pacientes infectados. No total, recolheram dados de 249 pacientes adultos com covid-19, com idade média de 65 anos e tratados no hospital entre 9 de março e 1º de abril.

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