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Edson disse que queria descontar raiva em alguém (Fotos: Almiro Lopes | Arquivo CORREIO | Reprodução)
Edson disse que queria descontar raiva em alguém (Fotos: Almiro Lopes | Arquivo CORREIO | Reprodução)

Crime aconteceu no Carnaval do ano passado

O pintor Edson Rodrigues dos Santos, 28 anos, acusado de agredir e matar o estudante de Engenharia Kaíque Moreira Abreu, 22, em fevereiro de 2018, foi condenado a 14 anos de prisão, nesta terça-feira (11).

O julgamento foi no Fórum Ruy Barbosa e começou pouco depois das 9h. Foram intimadas cinco testemunhas, sendo que uma não compareceu ao Fórum, em Nazaré.

Edson já havia confessado o crime. Preso desde o mês do assassinato, ocorrido durante o Carnaval, ele deixou o Complexo Penitenciário da Mata Escura para o julgamento.

De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o júri popular só foi encerrado quase oito horas depois, próximo das 17h. A corte informou, ainda, que não poderia dar maiores detalhes sobre o julgamento, até que o resultado seja publicado no Diário Oficial.

Em sua defesa, Edson manteve a versão de que havia brigado antes, que descontou a raiva no universitário por impulso, mas que não tinha intenção de matá-lo.

Durante interrogatório, Edson disse ao Ministério Público que foi coagido pelos policiais a dizer em depoimento que fez uso de maconha antes de atacar Kaíque. No entanto, o promotor trouxe à tona trechos das declarações da mulher de Edson, que afirma que ele é usuário de drogas. Questionado pelo MP-BA sobre as declarações, o réu respondeu: "Não sei dizer por que ela falou isso. Só sei que sou inocente".

Perguntado pela defesa se estava arrependido, Edson disse que sim. "Estou muito arrependido. Naquela  ocasião, não sabia que iria machucar".

Familiares da vítima, com exceção da mãe, foram ao julgamento. "Ela está muito abalada e, por uma questão de saúde, não veio. Mas o pai, tios, estão todos aqui", disse Igor Aquino, 40, tio do jovem. Kaíque tinha 22 anos e sofreu traumatismo craniano após a agressão.

O crime

"Eu estava com raiva porque apanhei. Aí, eu vim gingando e meti nele. A minha intenção não era de matar", disse o pintor ao CORREIO, em fevereiro de 2018, quando foi preso na madrugada do dia 14 de fevereiro após agredir o estudante  cinco dias antes.

Durante a apresentação, Edson chegou a tratar o caso como uma fatalidade e disse que apenas falaria na presença de um juiz. Mas, ao sair da coletiva, ele disse: "Eu não queria matar. Eu apanhei e fiquei com raiva. Meu celular ficou todo quebrado".

Investigações

Segundo a delegada Carmen Dolores, titular da 14ª Delegacia (Barra), que investigou o caso, a polícia só conseguiu chegar ao acusado porque imagens de câmeras de segurança da rua captaram a placa e o modelo do caminhão no qual Edson estava. O motorista que deu fuga a Edson estava nas imediações da Avenida Centenário um dia antes da prisão do pintor.

Com ele estava o adolescente de 15 anos que prestava serviços ao motorista. Ainda segundo a delegada, o motorista conhece um amigo de Edson. O veículo, no dia do crime, estava estacionado a cerca de 10 metros de onde o crime aconteceu. De acordo com o delegado José Bezerra Júnior, diretor do DHPP, nas imagens das câmeras de segurança é possível ver que o veículo estaciona na rua por volta das 22h da quinta-feira (8) de fevereiro. E, já por volta das 2h50, é possível ver duas pessoas caminhando rápido em direção ao caminhão, um deles seria Edson e o outro seria o adolescente de 15 anos.

Segundo a delegada Carmen Dolores, Edson possuía histórico de agressão – além de ter baleado uma pessoa, já respondeu por violência doméstica.

Dia do crime
De acordo com a família, era o terceiro Carnaval do estudante que se formaria no próximo ano. Às 23h30, Kaíque saiu da casa de um amigo, na Rua Manoel Barreto, na companhia de um primo e mais três amigos para o circuito Dodô. Minutos depois ele se perdeu do grupo no meio da multidão. Sozinho, Kaíque decidiu voltar para casa, às 3h, quando a pouco menos de 500 metros foi surpreendido com um soco no rosto. Ao cair, a vítima ainda levou um chute do agressor.

Desacordado, o estudante ainda chegou a ser socorrido por uma família que passava pelo local. Um dos membros era uma médica, que aguardou no local até a chegada Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) às 3h30. Apesar de socorrido com vida para o Hospital Português, o jovem teve morte cerebral cinco dias depois - a confirmação ocorreu no dia 14 de fevereiro de 2018.

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