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Saúde

Robôs são operados por médicos humanos e oferecem maior precisão nas cirurgias (Foto: Divulgação)
Robôs são operados por médicos humanos e oferecem maior precisão nas cirurgias (Foto: Divulgação)

Revolução digital será tema do seminário Humanize-se, que vai ocorrer em novembro

Considerado um dos métodos menos invasivos, a realização da cirurgia robótica está crescendo no Brasil. Desde 2008, quando o país iniciou o uso de robôs cirúrgicos, já foram realizados cerca de 5 mil procedimentos no país. Os dados são da Strattnne - empresa que comercializa robôs cirúrgicos.

A cirurgia robótica vem sendo utilizada no tratamento de diversas doenças, como hérnias da parede abdominal, e em procedimentos como cirurgia bariátrica em pacientes com obesidade mórbida e outras. Durante a operação, o cirurgião recebe uma imagem em 3D e ganha maior controle e precisão dos instrumentos, causando menor trauma ao paciente.

O Dr. Alexander Morrell, presidente da Sociedade Brasileira de Hernia (SBH) e cirurgião bariátrico e do aparelho digestivo, ressalta a importância da nova tecnologia. "Na cirurgia robótica, o cirurgião controla os braços do robô, equipados com os equipamentos cirúrgicos necessários para a realização do procedimento, sentado ao lado do paciente em uma cabine de controle", explica.

Vantagens

O Dr. Alexandre menciona que entre as vantagens no uso de robôs está o menor tempo de hospitalização, com redução de risco de infecção, retorno mais rápido às atividades normais, menor perda de sangue, redução da dor, cortes mínimos com cicatrizes menores e maior precisão na operação em locais de difícil acesso.

"Além disso, o equipamento simplifica cirurgias de casos mais delicados. Tivemos a oportunidade de utilizar o robô em reoperações, casos em que a anatomia já foi alterada pela cirurgia anterior e pudemos constatar sua utilidade na dissecção mais delicada dos tecidos", conta Morrell, que fez treinamentos específicos sobre a técnica no Celebration Hospital em Orlando, Estados Unidos.

Números

O Brasil conta atualmente com 41 robôs cirúrgicos, sendo que 21 estão instalados em hospitais de São Paulo e Barretos (SP), nove no Rio de Janeiro, três em Belo Horizonte, 2 em Porto Alegre e Recife e 1 em Curitiba, Brasília, Belém e Fortaleza.

As principais cirurgias realizadas com o uso do robô são as urológicas, representando 60% do total, seguida pela área de cirurgia geral e ginecologia.
O aumento do número de robôs deve ocorrer gradualmente, com a elevação do número de fabricantes de equipamentos, setor dominado pelos EUA, e redução de custos, já que um robô pode custar até R$ 35 milhões.

Como é feita

Existem dois componentes na cirurgia robótica: o console de controle, onde o cirurgião atu; e uma unidade de braços robóticos que seguram os instrumentos cirúrgicos capazes de dissecar e suturar os tecidos. Eles atuam diretamente no paciente. O cirurgião tem acesso a um visor para examinar as imagens em 3D enviadas pela câmera de dentro do paciente, que mostram o local da cirurgia e os instrumentos, que são manipulados em tempo real pelo cirurgião.

O robô é indicado para cirurgias minimamente invasivas e considerado uma das mais importantes inovações na área da medicina deste século. A cirurgia robótica começou a ser realizada nos Estados Unidos (EUA) nos anos 2000 e chegou ao Brasil em 2008.

O equipamento é capaz de aumentar a capacidade visual do cirurgião com imagem em 3D e qualidade FULL HD. O robô também aumenta a precisão dos movimentos e permite outros que não podem ser feitos pela mão humana, como rotações com maior amplitude, por exemplo.

Revolução Digital

O advento dos robôs cirúrgicos é um dos resultados da revolução digital, tema em discussão no Fórum Agenda Bahia 2018. No dia 07 novembro, o fórum irá realizar o seminário Humanize-se, que terá uma programação voltada para discutir a interação entre seres humanos e as máquinas, com palestras, painéis e oficinas que vão abordar desde Inteligência Artificial até o uso da criatividade nos novos tempos e a cultura maker, a versão tecnológica do ‘faça você mesmo’, que incentiva a inovação e o empreendedorismo.

Este ano, o tema central do Agenda Bahia é 'Para o Futuro, Humanize-se’, que debate justamente o uso da tecnologia para melhorar a vida das pessoas. Entre os questionamentos levantados estão desde os impactos da inteligência artificial na sociedade, nas cidades, no mundo do trabalho e no cotidiano das pessoas; até as formas como humanos e máquinas podem se combinam para promover o bem-estar social e o desenvolvimento sustentável.

O Fórum Agenda Bahia 2018 foi iniciado em agosto, com o seminário Sustentabilidade do Agora, e também está realizando o Desafio de Inovação Acelere[se], um programa de mentorias e capacitações especializadas para 8 startups baianas.

O Fórum Agenda Bahia 2018 é uma realização do CORREIO, com patrocínio da Sotero Ambiental e Oi, apoio institucional da Prefeitura de Salvador,  Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Fundação Rockefeller e Rede Bahia; e apoio do Sebrae.

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