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Rogaciano Medeiros

A confirmação de que o empresário Joesley Batista e o lobista Ricardo Saud teriam delatado quatro ministros do Supremo Tribunal Federal demonstra o nível de desmonte e desmoralização das instituições no Brasil
A confirmação de que o empresário Joesley Batista e o lobista Ricardo Saud teriam delatado quatro ministros do Supremo Tribunal Federal demonstra o nível de desmonte e desmoralização das instituições no Brasil

DESMORALIZAÇÃO

A guerra entre frações das elites entreguistas pelo controle do Estado, melhor dizendo, para definir quem vai servir ao projeto neoliberal, continua a produzir escândalos. A confirmação de que o empresário Joesley Batista e o lobista Ricardo Saud teriam delatado quatro ministros do Supremo Tribunal Federal demonstra o nível de desmonte e desmoralização das instituições no Brasil. Hoje, nada mais é confiável.

 

DELINQUÊNCIA

O nível baixou totalmente na briga entre expoentes do STF e da PGR. Ao saber que Rodrigo Janot havia dito à imprensa que Joesley Batista delatou quatro ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes saltou os cachorros. Disse que o procurador geral da República é um "delinquente" e quer "chantagear" a corte máxima. O retrato do Brasil pós golpe.

AVESSO

A pouca importância, ou melhor, quase nenhuma, dada pelo sistema de Justiça e pela mídia às denúncias, extremamente graves, envolvendo pessoas íntimas do juiz Sérgio Moro, reafirma a completa quebra do pacto. O sistema está operando pelo avesso. As acusações de que a advogada Rosângela Wolff, mulher de Moro, e Carlos Zocolotto Júnior, amigão, teriam recebido dinheiro de delatores da Lava Jato, colocam sob suspeita toda a operação. A exceção virou regra. Para alguns "iluminados", claro.

ANOMIA

No Brasil dos escândalos, acusações colocam sob suspeitas atores em postos de decisão máxima no Estado brasileiro. As denúncias explodem de todos os lados. Entre os envolvidos, o juiz Sérgio Moro, que comanda a maior operação já realizada no país, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chefe do Ministério Público, além de ministros do STF. Sem falar de Temer, único presidente denunciado em pleno mandato, e mais oito ministros do governo. As leis existem, mas ninguém cumpre. Há um vazio de poder.

RECONFIGURAÇÃO

O presidente do TSE e ministro do STF, Gilmar Mendes, pode ser o que for, agradar ou desagradar quem quer que seja, mas está correto quando afirma ser necessário, imediatamente, uma revisão nos papéis do Ministério Público e da Polícia Federal. Sem dúvida, tornaram-se monstros que ameaçam o Estado de direito e a democracia. Mas, é preciso também reconfigurar o Judiciário, poder altamente antipopular, assim como as funções do Executivo e do Legislativo. Isso para ficar só entre as instituições.

 

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A coluna Pauta Livre, de autoria do jornalista Rogaciano Medeiros, é um espaço onde ele escreve suas análises sobre a situação política nacional, dentro de uma ótica questionadora através de um ponto de vista diferente dos tradicionais veículos de comunicação. Justamente para questionar a grande imprensa, que manipula a informação e coloca a versão que lhe é conveniente como se fosse a verdade absoluta.

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