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Investigações foram abertas após a divulgação, em julho, de que Carlos teria contratado sete parentes da ex-mulher de Jair Bolsonaro e sua madrasta, Ana Cristina Valle (Foto: Reprodução)
Investigações foram abertas após a divulgação, em julho, de que Carlos teria contratado sete parentes da ex-mulher de Jair Bolsonaro e sua madrasta, Ana Cristina Valle (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou dois procedimentos para apurar denúncias de contratações de funcionários fantasmas e a suspeita da prática de rachadinha – apropriação indevida de salários de servidores, no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho de Jair Bolsonaro. A suspeita é semelhante a que envolve o senador Flávio Bolsonaro, que também teria contratado funcionários fantasmas e feito uso de um esquema parecido por meio do ex-assessor Fabricio Queiroz.

Segundo reportagem da revista Época, as investigações foram abertas após a divulgação, em julho, de que Carlos teria contratado sete parentes da ex-mulher de Jair Bolsonaro e sua madrasta, Ana Cristina Valle. Na ocasião, dois deles teriam reconhecido que apesar de terem sido nomeados para atuarem no gabinete jamais trabalharam no local. O MP-RJ também apura as suspeitas de que ao menos outras três pessoas contatadas pelo parlamentar nunca trabalharam na Câmara de Vereadores do Rio.

A investigação criminal conduzida pelo MP está sob responsabilidade do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, com apoio do Grupo de Atribuição Originária Criminal (Gaocrim). A apuração sobre improbidade administrativa, que corre na esfera cível, tramita na 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital.

Nesta segunda-feira (9), Carlos Bolsonaro pediu licença não remunerada da Câmara alegando a necessidade de tratar de “assuntos particulares”.

O esquema investigado no gabinete de Carlos Bolsonaro possui semelhanças com o que envolve o irmão, o senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabricio Queiroz. As movimentações atípicas acabaram por contar de um relatório do Coaf que identificou movimentações financeiras atípicas de deputados estaduais, assessores parlamentares e agentes públicos do Rio de Janeiro, que resultou na deflagração da Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava Jato. Apesar da movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão e de um depósito de R$ 24 mil na conta da primeira-dama, Michele Bolsonaro, Tanto Flávio como Queiroz não figuraram dentre os alvos da operação que levou à prisão 10 deputados estaduais fluminenses e outros 16 agentes públicos implicados no esquema.

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