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Política

O governador Rui Costa (PT) disse, ontem, que o sistema de exclusividade, que permite apenas bebidas de patrocinadores sejam vendidas por ambulantes nos circuitos do carnaval, tem afetado a festa momesca soteropolitana. O modelo, que é baseado no usado pela Fifa na Copa do Mundo, está em vigor desde 2014. “O poder público municipal adotou uma estratégia de se autofinanciar pelos patrocínios. Só que esse autofinanciamento do poder público esvaziou o financiamento das entidades de carnaval. O [dinheiro] que ia sempre para entidades carnavalescas, hoje está indo para o poder público, com retorno de visibilidade, publicidade e de fechamento de mercado para consumo. É preciso rediscutir isso sob pena de a crise aumentar”, afirmou, em entrevista à imprensa, após a assinatura de ordem de serviço para modernização das instalações elétricas da Basílica do Bonfim.

Em virtude da crise, nenhuma agremiação desfilará na quinta-feira – o primeiro dia da folia – e apenas três vão para as ruas na terça, data em que as chaves da cidade são devolvidas à prefeitura de Salvador pelo Rei Momo. A Ambev – dona da marca Skol – é hoje a única autorizada a vender o produto nos circuitos do carnaval. O acordo entre a cervejaria e o Executivo municipal foi firmado em 2016. Na época, a empresa anunciou que repassaria R$ 30 milhões para o poder público a fim de ter a exclusividade na comercialização da cerveja nas festas da capital baiana.

Antes de firmar parceria com a Ambev, a prefeitura de Salvador fez acordos com a Brasil Kirin – hoje Heineken Brasil – e com o Grupo Petrópolis – proprietário da marca “Itaipava”. Os contratos, naquele período, giravam em torno de R$ 25 milhões, conforme informações da própria administração municipal. O governador Rui Costa já tinha se manifestado contrário a esse modelo de venda. Em 2016, o chefe do Palácio de Ondina fez questão de dizer que não adotaria o sistema, pois gera muita “dor de cabeça”. “Na rua, você restringir o consumo é muita dor de cabeça. E é o que está acontecendo nas ruas. As pessoas querem consumir outro produto e não podem. Gente quer trabalhar e não pode vender e vira essa confusão numa festa popular”, afirmou. O prefeito ACM Neto não gostou e condenou a declaração do gestor estadual. “Não é assunto para governador tratar. Antes de opinar sobre isso ele devia então retirar a exclusividade de vendas da Itaipava na Arena Fonte Nova”.

Saltur afirma que sistema é ‘exitoso’

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, refutou, ontem, a declaração do governador e ressaltou que o sistema de exclusividade na venda da cerveja permite a prefeitura contratar atrações para que o Carnaval, como um todo não tenha perdas, em virtude da crise.

“O modelo que implantamos para o Carnaval e outros grandes eventos, a exemplo do Réveillon, é tão exitoso que tem sido copiado por várias cidades do país. Com a captação de recursos na iniciativa privada, diminuímos drasticamente a aplicação de recursos públicos nos eventos”, ressaltou.

O chefe da Saltur apostou ainda que o Carnaval deste ano terá números positivo. "A gestão do prefeito ACM Neto no turismo, com um calendário de eventos que envolve o Carnaval, só tem tido resultados positivos. Os hotéis na cidade terão uma ocupação ainda maior no período da folia. Isso gera emprego e renda para a cidade. Se o governador estivesse disposto a ajudar ao invés de só dá pitaco político, poderíamos crescer ainda mais”, pontuou.

 

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