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Tereza Giffoni (PSDB), vice-prefeita de Camaçari (foto/CFF/Marcelo Franco)
Tereza Giffoni (PSDB), vice-prefeita de Camaçari (foto/CFF/Marcelo Franco)

“A população está com medo, não está saindo de casa”. A afirmação da vice-prefeita de Camaçari, a médica Tereza Giffoni (PSDB), ao Camaçari Fatos e Fotos, nesta terça-feira, 07 de fevereiro, diz respeito à postura dela em relação à adesão do 12º Batalhão da cidade à greve de parte da PM baiana, iniciada há uma semana. Ele afirma que o prefeito de Camaçari está sendo “omisso” ao que chamou de “clima de insegurança” na cidade e que enviará ofício à Secretaria de Segurança Pública (SSP) pedindo o apoio do Exército no patrulhamento das ruas do município.

“Está havendo arrombamentos, lojas sendo saqueadas, assaltos, as pessoas estão com medo de sair. Hoje eu tinha 30 consultas agendadas e só fiz oito, no Hospital Sermege”, declarou. Giffoni atestou ainda que presenciou um assalto, na segunda-feira (06), na fila da Casa Lotérica, o que, segundo a vice-prefeita, teria gerado corre-corre e provocado o fechamento dos estabelecimentos próximos à Lotérica: “As pessoas correram para se esconder na clínica, eu mesma ajudei a acalmar muitas mulheres”.

Para Giffoni, que é inimiga política do prefeito Luiz Caetano (PT), “Camaçari merece segurança efetiva”. A vice-prefeita contou também que não tem visto policiais no Posto da Polícia Rodoviária Estadual, em Arembepe, nos últimos dias, e que isto a preocupa. “Como cidadã, vice-prefeita e presidente do meu partido, estou fazendo este pedido de reforço do Exército à SSP”, explicou Giffoni.

“Apesar de o prefeito ter ido à imprensa, dizer que é são só boatos, que está tudo bem, não é suficiente o patrulhamento que está havendo na cidade”, criticou. Ela disse que não acredita que os fatos ocorridos na cidade sejam apenas boataria, já que ela mesma teria presenciado alguns.

O fato de a cidade vivenciar um clima de ano eleitoral e que posicionamentos como o dela podem ser interpretados como “segundas intenções”, a vice-prefeita disse ao CFF que sua postura “não é eleitoreira”, mas sim que está “preocupada com a população”. “Eu estou saindo mais cedo do trabalho, por conta da insegurança, os pacientes não estão indo para as consultas, este é meu trabalho, de onde tiro meu sustento”, comentou.

Tereza Giffoni afirmou também que não acredita que existam policiais envolvidos nos atos de vandalismo em Salvador, mas sim pessoas infiltradas no movimento: “Eu já fui estudante, participei de manifestação, e sabemos como é”. Ela disse ainda que o governador Jaques Wagner deveria ter sido mais “ágil” para resolver os impasses que fizeram a greve perdurar tanto. 

O prefeito Luiz Caetano solicitou apoio dos oficiais da PM, da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE), a popular “Caatinga”, Polícia Civil, e determinou à Defesa Civil e Fiscalização Integrada do município, que os auxiliassem na manutenção da segurança em Camaçari. O gestor transferiu seu gabinete para o Centro Comercial com o objetivo de estar mais próximo da população, para que as pessoas não tenham medo de sair às ruas – um dos fatos criticados por Tereza Giffoni.

Entretanto, apesar das afirmações da vice-prefeita sobre arrombamentos e saqueamentos de lojas, pelo que apurou o CFF, não há, até o momento, registro sobre tais ocorrências. Mas de eventos delituosos 'comuns'.

Veja também: CFF - Tereza Giffoni diz que a oposição fará pesquisa para decidir nome à disputar a prefeitura

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