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Policial

Quando foi posto à mesa, o baralho da Secretaria de Segurança Pública era a esperança de captura rápida dos bandidos mais procurados do estado. Em junho de 2011, o jogo começou bem para a polícia e várias cartas foram descartadas, como o assaltante Márcio Ribeiro Cavalcanti Santos, o Ás de Copas, e o ex-policial militar Paulo César Alves Figueiredo, a “Dama de Ouro”, presos poucos dias após exibição dos rostos no jogo.

Mas, um ano após o seu lançamento, o carteado esfriou. Dos 52 bandidos procurados no primeiro baralho, 33 nunca foram presos. Um total de 19 cartas foi trocada em períodos distintos, somando 32 prisões, segundo o secretário de Segurança Pública Maurício Barbosa, que reconheceu que baralho não tem o mesmo brilho de quando foi lançado.

O secretário admite que, no início o jogo, foi um projeto pomposo, de ampla repercussão até na mídia nacional, mas que hoje há pouca visibilidade. “No início, a gente sentiu uma repercussão maior, o baralho era noticiado direto na imprensa, mas acredito que para muitas destas cartas antigas não houve denúncias da população ou se houve, não foram suficientes. Agora, nossa ideia é que o baralho retorne com campanhas publicitárias”, defende.

Para estimular as denúncias e os acessos ao site (www.ssp.ba.gov.br) onde o baralho está a SSP e Procuradoria Geral do Estado  elaboram projeto de recompensa para denúncias. “Será mais um estímulo”, completa.

Da primeira versão do baralho, só em Salvador e Região Metropolitana, 12 acusados continuam foragidos. No município de Luís Eduardo Magalhães são oito e em Barreiras seis. O restante, que soma oito procurados, estão distribuídos nas cidades de Itiúba, Jequié, Ilhéus, São Desidério e outras regiões. Todos os procurados têm mandato de prisão em aberto ou já foram condenados pela Justiça.

Procura
A carta mais cobiçada no montante da SSP ainda é o Ás de Ouro, atribuída ao traficante e assaltante Marcelo Henrique Menezes dos Santos, conhecido como Elias ou Pinto ou Henrique. Marcelo passou a comandar o comércio de entorpecentes em Santa Cruz, Boqueirão, Sucupira e Areal, localidades do complexo de Nordeste de Amaralina, após a prisão do também traficante, Fagner Souza da Silva, o Fal – líder da organização criminosa Comissão da Paz (CP), ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A região possui três Bases Comunitárias de Segurança (BCS).

Policiais da 28ª Delegacia (Nordeste de Amaralina) afirmam que Marcelo é responsável por várias execuções no complexo do Nordeste. Os investigadores revelam que, sob o comando dele, Eli Sandro Santos Xavier, o Delícia, e Francisco Barbosa dos Santos Filho, o Chico Malta - atualmente presos pela polícia -,  sentenciaram a morte rivais que tinham pretensão de tomar as bocas-de-fumo, principalmente a do Boqueirão, situada nos fundos do Parque da Cidade. Marcelo tem mandado de prisão em aberto por roubo e porte ilegal de arma.

“O local é bastante disputado pelos traficantes não só pela facilidade de fuga quando há a presença da polícia, mas pela região estar cercada de alto prédios de luxo. A maconha fede muito e chama atenção de qualquer patrulha. Ele só comercializa cocaína e crack. A cocaína para a classe média e o a pedra para manter seu espaço na comunidade”, diz.

Caçada
Outra carta de naipe alto caçada pelos policiais é o Ás de Espada, o assaltante Samir de Jesus Silva, o Dapapita, também conhecido como Felipe ou André. Remanescente de um bando de assaltantes que há cinco anos tocou o terror nos comerciantes da Liberdade e adjacências, Samir já espalhou o medo nos bairros de São Marcos, São Rafael e na cidade de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador.

Especialistas em roubos a supermercados, casas lotéricas e suspeito de homicídios e envolvimento em arrombamentos de caixas eletrônicos, Samir escapou duas vezes do cerco policial.

Agentes da 10ª Delegacia (Pau da Lima) contam que há dois meses tiveram a chance de virar o jogo contra Dapapita. Na primeira vez, o bandido circulava em São Marcos, quando percebeu a presença dos policiais em dois veículos. “Seguimos ele até o a invasão do Coroado, mas ele escapou. Da outra vez perseguimos ele na Vila Canária, mas conseguiu fugir”, diz um agente.  

Resistência
O traficante Dilton Lima Silva ainda é o Rei de Copas do baralho. Conhecido na Roça da Sabina, mas sem poder circular livremente pela área, Dilton deixou seu irmão, conhecido como Tubá, atuando no comércio de drogas. Policiais da 14ª Delegacia, na Barra, reconhecem que o bando dele movimenta muito dinheiro, principalmente pela à proximidade com bairro nobres como Barra.

Segundo fontes da SSP, o tráfico na Roça da Sabina gera  R$ 100 mil por semana. Mas o bando de Dilton sofreu uma baixa este ano. Durante uma operação do Departamento de Narcóticos , em junho, dois homens ligados a ele foram mortos e 22  foram presos.

Outro alvo muito procurado é Lucas Santos de Menezes, o Cara de Lagosta,  a Dama de Copas do baralho. Ele é acusado de roubo, mas, segundo os investigadores da SSP, Cara de Lagosta é o homem de confiança de Dilton nas regiões do Calabar e Alto das Pombas, onde Dilton vem ganhando espaço no tráfico.

O nove de Paus, Jailton da Conceição, o Jango, é procurado por homicídio. Ele foi sentenciado pelas mortes de Weberson Leal da Silva e Jean Santana Pita, assassinatos ocorridos em 2009 pelo acusado na localidade de Timbalada que fica no Cabula.

Dentre os foragidos com atuação em Salvador estão Oscar Marsella Silva, Anselmmo Santos da Encarnação, Manoel Conrado Pereira Filho, Hilton John Chagas da Paixão, Reinaldo Silva Santos, Wilson Martins Mota e Marivaldo Ferreira dos Santos.

Dificuldades
Das 52 cartas do primeiro baralho, 19 foram trocadas diversas vezes, segundo o secretário de segurança, que faz um balanço positivo do dispositivo. “O baralho é sistema dinâmico, que conta com a participação da população. Das 52 cartas iniciais, 32 pessoas já foram presas e quatro morreram ou em confronto com a polícia ou por bandidos rivais”, declara.

O critério para determinar os mais perigosos e que, consequentemente, se encontram nas posições mais altas da lista, é o tipo e quantidade dos crimes cometidos por cada pessoa, explica o secretário.

“Não necessariamente os homicidas são menos ou mais perigosos do que muitos assaltantes. Tem assaltante de banco ou carro-forte que a probabilidade que se possa cometer um homicídio é maior por conta do número de vítimas envolvidas”, afirma Maurício Barbosa.

Barreiras: 6 acusados procurados pela polícia
Na região de Barreiras, dos seis bandidos ainda presentes do baralho, dois deles são os mais temidos na região. Lindomar Ferreira dos Santos, o Bição, é o Seis de Copas. Ele responde por homicídio e já fugiu da delegacia de Barreiras em 2009, após ele e outros bandidos serrarem as grandes de uma cela.  Já  Fernando Fernandes da Silva, o Seis de Espada, também é procurado por homicídio.

Em 2007, ele matou uma mulher com um tiro de pistola 9 milímetros. Os dois brigavam num bar, quando ele descarregou a arma na vítima. Preso em 2008, ele escapou junto com Bição durante fuga em massa.

“A nossa dificuldade em prendê-los  é a falta de informação. A gente não tem policias em cada canto do município e sem a ajuda da população fica difícil. O problema é que a população tem medo, achando que o nome vai aparecer, até no disque-denúncia. Temos pouco efetivo, mas temos que trabalhar com o que tem”, justifica o delegado José Romero Cavalcanti, titular de Barreiras sobre a dificuldade em prender os bandidos.

Especialiste em roubo a bancos
Oito cartas travam o carteado dos policiais de Luís Eduardo Magalhães, 947 quilômetros de Salvador. Entre os mais procurados da região, está assaltante Cleison Pereira da Silva , o Keka. O fato de ele ser um especialista na saidinha bancária, lhe deu projeção. O bandido ocupa a carta de Valete de Paus.

Outra carta não menos importante, o Dois de Paus, é outro problema para a polícia de Luís Eduardo Magalhães. Robson Tavares Rocha é procurado por tráfico e é investigado por envolvimento em assassinatos no município.  Por diversas vezes trocou tiro com a Polícia Militar e certa vez chegou a ficar encurralado, mas escapou invadido uma residência e embrenhado num matagal.

 

 

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