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Agressão foi gravada por turista alemã
Agressão foi gravada por turista alemã

Grávida de 4 meses, uma moradora do Santo Antônio Além do Carmo foi agredida no último domingo (3) durante uma ação da Polícia Militar. Durante a confusão a mulher leva tapas, socos e puxões de cabelo.  As reações contrárias à abordagem são diversas, conforme mostra um vídeo de 11 minutos gravado por uma turista alemã e obtido pelo CORREIO. Na manhã desta quarta-feira (06) em entrevista conjunta aos repórteres Bruno Wendel, do CORREIO, e Vanderson Nascimento, da TV Bahia, a mulher relatou como tudo aconteceu. Assita o vídeo e leia também o relato abaixo:

Vídeo

Diante da forma violenta como o jovem é abordado e revistado, mesmo em praça pública, durante os festejos da Trezena de Santo Antônio, as pessoas o aconselham a não entrar na viatura, já que fora dali o tratamento poderia ser ainda pior. O jovem, não identificado, resiste, e chega a perguntar se pode ser acompanhado até a delegacia por uma mulher que está por perto.

Sete minutos depois do início da gravação, quando o jovem está prestes a ser colocado à força nos fundos da viatura, os apelos da população para que ele não aceite ir com os policiais aumentam. "Não entre, não, que isso é covardia", dizem algumas testemunhas, se dirigindo ao rapaz. Algumas sugerem que ele pode ser morto.

Em nota, o Departamento de Comunicação da Polícia Militar informou que está analisando as imagens para decidir o que fará daqui para frente.

"O vídeo foi encaminhado para a Corregedoria da PM para ser submetido à análise. A PMBA apura com rigor todo comportamento policial militar que fuja à técnica, pois casos isolados não podem comprometer o bom desempenho de toda a tropa", afirma o comunicado. Os policiais envolvidos não tiveram os nomes divulgados.

Vídeo

Confira o relato da mulher agredida pelos policiais:

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Eu estava curtindo com minhas filhas. Aqui estava acontecendo um evento da festa de Santo Antônio que começa dia 1º de junho e vai até o dia 13. E aí ele (o policial) abordou o rapaz que estava no muro porque achou que o cara estava com a droga. Aí ele começou a agredir esse rapaz.  Aí como tinha muita gente com muita família e muita criança a gente começou a gritar que era covardia que ele ia matar que não era para eles (os policiais) fazerem aquilo.

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Aí até então tudo bem. Nessa hora     só tinha uma guarnição. Aí derepentemente apareceu uma outra viatura. Aí que saiu esse policial que veio e deu uma tapa no meu rosto que eu fui em cima dele. Eu achei um desaforo porque sou uma mãe de família, mãe de três filhos. Eu, inclusive, estava duas das minhas filhas uma de 11 anos e outra de 4 anos do meu lado. Ele não teve consideração alguma e deu uma tapa no meu rosto e simplesmente eu fui pra cima dele.

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Eu achei um desaforo ele me bater eu grávida sem eu ter feito nada. Eu simplesmente estava igual à popúlação gritando para ele não agredir o rapaz. E aí, eles vieram e me agrediram depois.

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Depois simplesmente as pessoas me tiraram de lá e me encostaram porque eu fiquei muito nervosa, agitada e gritando. Eu falava que estava grávida. Ele esticou o meu cabelo, a  minha cabeça que meu pescoço está doendo até agora. Ele realmente me deu uma tapa.

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Ninguém conhecia o rapaz (que foi vítima da abordagem). O rapaz estava apenas sendo agredido por eles porque disseram que tinham achado uma droga na mão dele. Eu pensei assim que um policial no seu dever de policial ele tinha que abordar e se realmente achasse a droga tinha que prender o cara. Ele não tinha que bater no cara. Eles quase matam o cara de porrada. Isso é inadimissível.

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Que eles façam a abordagem deles sim. Eu acho até bonito o trabalho da polícia que eles venham, façam a abordagem que inibe um pouco a criminalidade. Mas, do jeito que ele  chegou ele quase matava o rapaz.

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As pessoas falavam que eu estava grávida, mas ele não teve consideração. Tinha um monte de pessoas gritando como eu, mas ele achou a mais bonitinha e veio me bater.

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Quando ele veio na minha direção ele já veio me agredindo. Ele não veio querer me pegar normal. Ele já veio pegando no meu cabelo e me dando uma tapa na minha cara. Aí eu fui pra cima dele e empurrei ele.

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Aí minha vizinha pegou e entrou no meio e pediu que ele não fizesse isso porque eu estava grávida.
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Eu não fiz nada. Eu não estava roubando, traficando. Eu estava participando da festa com minhas filhas na barraca da minha vizinha. Eu estava me divertindo e quando vi aquela cena eu achei ridículo ele agredir o cara daquele jeito.

Veja também:
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