Galeria de Fotos

Não perca!!

Banner

Bahia

Igrejas e afins estão liberados para reunir seus fieis, desde que respeitados os protocolos de segurança (Foto: Reprodução)
Igrejas e afins estão liberados para reunir seus fieis, desde que respeitados os protocolos de segurança (Foto: Reprodução)

O governo do Estado está endurecendo as medidas restritivas à população, limitando a circulação de pessoas em diversas circunstâncias, como forma de impedir aglomerações e reduzir o índice de contágio nas regiões mais críticas do estado.

No entanto, apesar das restrições rígidas, igrejas e afins estão liberados para reunir seus fieis, desde que respeitados os protocolos de segurança.

A informação está claramente descrita no release enviado pelo governo do Estado à imprensa: "os atos religiosos litúrgicos poderão ocorrer, respeitados os protocolos sanitários estabelecidos, especialmente o distanciamento social adequado e o uso de máscaras, bem como com capacidade máxima de lotação de 30%"

A liberação para realização de cultos religiosos se contrapõe ao restante do teor do decreto, que proíbe quaisquer tipos de reuniões, eventos e atividades, independente do número de pessoas, inclusive, por exemplo, atividades físicas realizadas ao ar livre.

Se contrapõe mais ainda ao objetivo central do lockdown e do toque de recolher: reduzir o número de pessoas nas ruas, promover o distanciamento social e preservar a capacidade de atendimento dos sistemas de saúde pública, que, de acordo com o governador Rui Costa, estão operando a mais de 90% em todo o Estado.

Obviamente, não é possível comparar o comportamento das pessoas em atividade de cultos religiosos com festas e comemorações, no entanto, no momento em que há medidas proibitivas de todo o qualquer tipo de reunião, liberar aglomeração em templos religiosos é, no mínimo, estranho.

Será que o governo do Estado acredita que igrejas são ambientes imunes ao coronavírus e suas variantes? Um certo presidente da República provavelmente concordaria. O que não acontece como o diretor desse portal, Antônio Franco Nogueira. Cristão evangélico, Franco inquieta com a colocação de que “não sei por que cargas d’água, ou sei, os crentes foram ensinados que se não for nos templos não há a presença de Deus; o que é um erro que tem impedido o crente da consciência de que Jesus se encontra dentro de cada um de nós, se porém, de fato, o crente crê no Filho de Deus, o que faria muitos entenderem que se crente nos templos crente também em casa, no trabalho, na rua”.

Indicando que há conveniências na decisão, seja política para alguns seja financeira outros, ou ainda as duas somadas, e lembrando que Deus é Espírito e procura quem O adore “em espírito e em verdade”, Franco frisa que o que levou os judeus a incitar o povo e o império à crucificação de Jesus Cristo, foi a preocupação com a perda do poder político e financeiro dos fariseus, uma vez que a Sua pregação “abria os olhos do povo para a Verdade e deixava claríssimo de em quem de fato estava o poder”. Sobre a suposta imunidade, Franco ainda acrescenta que, depois de receber de Deus ordem para que “fique em casa” em uns três sonhos seguidos, e ter dito a ele, que “muitos [crentes] serão contaminados por tentarem a Ele”, há quase um ano que não tem ido aos cultos e nem por isso deixou de ser crente nem se tornou “num crente parasita”. E ainda arremata: “Se um crente deixar de ser crente por falta de culto de ‘tempos’, há de se repensar na fé em que era baseada a que ele tinha”

Então, se há a “profecia” de contágio destacado entre o próprio “povo de Deus”, fica a pergunta: quem vai fiscalizar as centenas de milhares de igrejas e outros templos espalhados pelo estado, ou se isso adiantaria, se houver teimosia?

Clique aqui e siga-nos no Facebook

 

Camaçari Fatos e Fotos LTDA
Contato: (71) 3621-4310 | redacao@camacarifatosefotos.com.br, comercial@camacarifatosefotos.com.br
www.camacarifatosefotos.com.br