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Opinião

Ryan brincava na porta de casa quando foi atingido
Ryan brincava na porta de casa quando foi atingido

Desta vez não falarei de política partidária nem de política internacional, também não falarei de economia, muito menos dos sistemas inoperantes de saúde e educação que, por si só, já são casos de calamidade pública.  Não falarei também de futebol e religião, pois estes dois assuntos só quem lucra com eles são uns poucos jogadores de futebol brasileiro e todos os líderes religiosos de plantão deste país varonil, respectivamente.

No entanto falarei da violência urbana um tema que, muito embora seja discutido nos grandes eventos governamental e não governamental; continua sem uma solução aplausível para este problema que nos afeta direta e indiretamente e se alastra país afora atingindo até as classes mais abastadas de nossa sociedade e não ficando mais restrita a população pobre.


A violência vem crescendo rapidamente país afora, invadindo órgãos públicos, empresas estatais e grandes corporações privadas; envolvendo políticos e empresários e vai se instalando nestes setores como se ali fosse seu lugar. Como se fosse algo comum e que todos devessem aceitar como um bem para todos.

Indiferentes à violência indiscriminada que toma conta do país os governantes ainda não se aperceberam ou não querem se aperceber do mal que se alastra por todo país e não fazem o que é necessário para deter esta violência que, como um tisunami, vem numa onda crescente sobre toda sociedade brasileira atingindo a todos indiscriminadamente, vitimando mais perversamente pobres e pretos.

A indiferença das autoridades brasileira no quesito segurança pública é tamanha que a violência bate a porta dos mais abastados e, como sempre, continua invadindo as casas dos menos afortunados atingindo o cidadão durante sua ida ou volta do trabalho; nas ruas, nos transportes públicos, particulares, no local de lazer e dentro de suas casas a qualquer hora do dia ou da semana. Enfim, a violência esta liberada, esta institucionalizada.

O exemplo claro desta institucionalização são os frequentes roubos, assaltos e sequestros seguidos de morte à luz do dia, de trocas de tiros entre facções na luta por conquistas de ocupações de morros e localidades pelo controle de drogas e nos conflitos diários com a polícia que parece estar perdendo a batalha com muitas baixas de militares em seus quadros.

Um dos grandes exemplos de descontrole da segurança pública aconteceu no último domingo, dia 27 de março de 2016, em Madureira, no Rio de Janeiro, quando o menino Ryan Gabriel, 4anos, foi atingido no peito por uma bala perdido durante uma tentativa de invasão do Morro do Cajueiro por criminosos que controlam a venda de drogas no Morro da Serrinha, ambos em Madureira.

Ryan brincava na porta de casa quando foi atingido, e morreu na manhã de segunda feira, 28 de março, no hospital Getúlio Vargas, na Penha.

Crianças como Ryan estão morrendo todos os dias dentro e fora de casa, nas escolas, nos transportes públicos e particulares como se estivessem vivendo numa terra sem lei. Assim como as crianças, os adultos e até idosos estão sendo vítimas da violência que não respeita ninguém e nem se intimida com a hora e local para fazer mais uma vítima.

Ryan teve seus sonhos e sua vida interrompidos abruptamente, violentamente sem o direito de vê-los realizados. Sem direito de fazer o que mais gostava de fazer quando estava em casa que era brincar como toda criança de sua idade e de sonhar em ser alguém importante quando crescesse. Ele queria ser um soldado do Exército, apenas isso.  O seu livre arbítrio foi interrompido, foi assassinado.

Enquanto os muitos Ryans brasileiros morrem vítimas da violência de cada dia, o controle do país esta sendo disputado, a tapas, em Brasília, pelos políticos de plantão que são os verdadeiros culpados pelo caos da segurança pública de nosso país e nada fazem para minimizar este clima de tensão que vive nossa sociedade. A final, eles, os políticos, tem seus filhos e netos protegidos atrás das masmorras de suas belas e confortáveis casas, em ruas protegidas por segurança militar e privada vinte e quatro horas, quando não os levam para morar fora do país para desfrutar da segurança de países desenvolvidos. Por essas e outras é que não tem motivos, pelo menos por enquanto, para se preocuparem com um problema que esta longe atingir ele e os seus.

Vamos em frente.

Juarez Cruz é escritor e colunista

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