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Opinião

Faz um tempinho que a jornalista Maria Julia Coutinho, da Rede Globo, foi violentada verbalmente nas redes sociais
Faz um tempinho que a jornalista Maria Julia Coutinho, da Rede Globo, foi violentada verbalmente nas redes sociais

Não vivemos mais na época dos navios negreiros. Seja em Camaçari, na Bahia, em Porto de Galinhas ou em todo o Brasil. Apesar de muitos desprovidos de intelecto e caráter ainda pensar que sim. Nós, povo negro, com orgulho mesmo, não abaixa mais a  cabeça o se marginaliza - de ficar à margem - mais diante da opressão ou da grosseria racista que ainda teima em sobreviver, mesmo nos tempos de hoje, de tanta facilidade de acesso à meios de se informar e sair da ignorância imbecil. Mas, mesmo assim, tem gente que pensa que sim.

“Sim, negro é sub-gente, negro não pode estrelar”, pensam tais espécimes lastimáveis. Não podem figurar nos tribunais, como presidentes de grandes cortes, não podem ser mestres nem doutores acadêmicos, não podem ser políticos ou jornalistas famosas, que aparecem e brilham a contragosto da sociedade racista que, teima, bate o pé, e nega o racismo. “Foi um mal entendido, tenho amigo negro, tudo agora é racismo”, dissimulam os escarnecedores da cor da pele alheia.

Faz um tempinho que a jornalista Maria Julia Coutinho, da Rede Globo, foi violentada verbalmente nas redes sociais, pelo simples fato de ser Maria Júlia Coutinho, ou Majú, como é apelidada pelos colegas de bancada do Jornal Nacional. Mulher negra, empoderada, inteligentíssima, talentosa e com um sorriso capaz de barrar o ódio bestial dos racistas de plantão.

Ela, assim como inúmeros outros jornalistas negros, são constantemente alvos de aberrações racistas arrotadas por gente que vive em seus mundinhos medíocres um misto de ignorância e mau-caratismo. Carlos Eduardo Freitas, Romero Mateus, Fernanda Santos, jornalistas negros, assumidos e destemidos, que atuaram ou atuam no Camaçari Fatos e Fotos selecionados pela capacidade intelectual e jornalística. Entenderam?

O “entenderam” foi pergunta retórica para os racistas, que, apesar do esforço de tanta gente para vencer o racismo, esta peste xexelenta, não consegue compreender que a cor da pele não é parâmetro para mensurar capacidade intelectual, ética, caráter ou humanidade. Fica a dica!

P.S.: A referência à Porto de Galinhas, no início do texto, é por uma curiosidade. No tempo da escravidão no Brasil os navios negreiros, do tráfico de escravos, chegavam àquele porto carregados de galinha d’angola para disfarçar a real carga: os negros escravizados.

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