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Opinião

Foto: Divulgação/PRTB
Foto: Divulgação/PRTB

Vivemos em uma democracia. Uma das prerrogativas do regime é a liberdade de expressão. Qualquer pessoa pode dizer o que quiser.

Porém, quando a opinião individual esbarra na dignidade alheia, resultando em algum tipo de crime previsto em lei, corre-se o risco de morrer pela boca.

Menos de 24 horas após suas declarações polêmicas no debate da Record, Levy Fidelix se tornou alvo de uma série de denúncias formais e representações jurídicas.

Os pedidos vão de retratação pública e exclusão de sua participação no debate na Globo (quinta, às 22h50) até a cassação de sua candidatura à Presidência da República pelo PRTB.

O candidato nanico, tratado quase sempre com desdém ou ironia por boa parte da imprensa, se tornou a encarnação do mal.

Criou-se uma reação em cadeia contra o candidato, inclusive com a organização de vários beijaços gays pelo país.

Mas aconteceu também o contrário: manifestações de apoio a essa postura conservadora em relação aos GLBTs (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) e ao casamento civil igualitário, que possibilita a união de pessoas do mesmo sexo.

Basta uma pesquisa rápida pelo espaço de comentários sobre o assunto em sites e blogs, e nas redes sociais (especialmente Facebook e Twitter) para constatar: Levy Fidelix não está sozinho.

O pensamento antigay, em uma escala com muitos tons de cinza, é compartilhado por um significativo número de brasileiros.

Ao verbalizar sua ojeriza em rede nacional, o candidato arrancou o verniz do politicamente correto e incentivou milhares de pessoas a chancelar a defesa da heteronormatividade.

Isso aconteceu com simples mensagens de apoio ao presidenciável do PRTB e também por meio de ataques virulentos, enquadrados como homofóbicos.

Surge aí, novamente, a questão da liberdade de expressão, com a discussão do limite entre a opinião e o incentivo à intolerância, ao preconceito e ao crime de ódio.

A polêmica suscitada por Levy Fidelix na reta final do primeiro turno trouxe de volta à pauta da campanha eleitoral os direitos e as medidas protetivas reivindicados pela comunidade GLBT.

Um tema que, semanas atrás, chegou a provocar faíscas entre os três principais candidatos à Presidência: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB). E que, como em um armistício, havia sido deixado de lado.

Levy Fidelix acabou fazendo um favor aos gays: deu a eles mais visibilidade neste momento decisivo da eleição mais acirrada e imprevisível da recente democracia brasileira.

Resta saber se os ativistas GLBT apenas protestarão, ou vão aproveitar esse impulso involuntário para avançar em suas ações políticas.

Já tem gente aproveitando a onda: Tiririca, que de ‘abestado’ não tem nada, tuitou mensagens de apoio aos GLBTs e ganhou elogios.

 

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