Galeria de Fotos

Não perca!!

Banner

Opinião

255 anos de emancipação, progresso e reconhecimento (Ilustrador: CFF/Romero Mateus)
255 anos de emancipação, progresso e reconhecimento (Ilustrador: CFF/Romero Mateus)

De “Aldeia do Divino” à “Cidade Industrial”... A Camaçari de 1758 e a de 2013, apesar da linha do tempo que cerca seus 255 anos de história, convergem em uma coisa: a grandeza e diversidade do seu povo. “Diversidade do saber e o saber da diversidade”, como ditou o tema da abertura dos festejos por mais um aniversário de emancipação política do município. Distinção tamanha, de formatos, geografia e produção, gostos, costumes e origem da população, que a cidade já dá sinais de não se conter dentro de si própria. Convergência e distinção faz parte dos grandes centros urbanos e, Camaçari, em meio às nuances de praias, zona rural, quilombos e polos de indústrias, mais que desabrochou, forjou ser magnânima ante a Bahia, o Brasil e o mundo.

Essa trajetória histórica, que marca a evolução do município, desde o fomento econômico e produtivo via Polo Petroquímico e Industrial, até a ancestralidade dos quilombolas da Cordoaria ou do mareio dos ‘nativos’ da orla marítima, foi recontada pelo Camaçari Fatos e Fotos na inédita série de reportagens especiais em homenagem aos 255 anos da cidade, intitulada “Camaçari: O que vi e vivi...”.

“A noite da cidade era muito movimentada, uma parte das pessoas frequentava um boteco que havia e outra parte ia para as casas noturnas que existiam no município (...), Quando dava 5h30 da manhã, a entrada aqui da Radial B ficava lotada de ‘peões’, pois era dali que eles partiam paras empresas do Polo. Quem tinha suas mulheres e filhas que guardasse como roupas, dentro de casa”, a memória, das décadas de 1970 e 1980, é de Seu Adelino, 62 anos, dos quais vive 37 em Camaçari.

Adelino de Jesus, vendedor ambulante (Foto: CFF)
Adelino de Jesus, vendedor ambulante (Foto: CFF)

Ele, exemplar representante do ofício de vendedor ambulante [de água de coco e churros ‘de qualidade’, sic.], um dos mais antigos do município, ver da Praça Abrantes, seu “QG” de vendas, passar o lapso de transformações da cidade. Assim como muitos outros camaçarienses, Adelino de Jesus é ‘forasteiro’, veio de Gandú, se estabeleceu e percebeu como mudança a chegada de mais mulheres, item escasso quando aqui aportou em busca de oportunidades.]

Dona Zuzu (Foto: CFF)
Dona Zuzu (Foto: CFF)

Aguerrida, a paraibana-camaçariense Dona Zuzu conta que há 51 anos Camaçari, “de fora a fora”, não tinha quase nada... Aos 86 anos de idade, a sorridente Adezuita Pires dos Santos, recorda vantagens e dificuldades daquela época: “A ‘Casa do Saber’ era um campo de futebol improvisado. O que tinha era uma feira e uma igreja. A noite era tão tranquila, não tinha ladrão, dormia com tudo aberto. Depois apareceram os ‘ratos’ e a polícia tinha que prender. Hoje está assim, temos que ficar com a casa cheia de grade para se proteger (...) Hoje cresceu, graças a Deus. Cresceu e cresceu muito”!

 Roseane Lima Leão (Foto: CFF)
Roseane Lima Leão (Foto: CFF)

Poetiza, atriz, amante da cultura, Roseane Lima Leão, 54 anos, ou simplesmente Rose, rememora o Rio Camaçari, hoje em processo de revitalização, como um dos principais atrativos para a criançada, à época que chegou com a família à Camaçari, em 1969. “Vivi os melhores momentos da minha vida aqui, na época com uns 10 anos. Eram grandes aventuras, fazíamos piquenique, passeio, nos reuníamos na beira do rio, mãe levava roupa para lavar, a gente levava os pratos, era uma festa. Nossa, como eu era feliz! Minha infância foi muito boa. A vizinhança era muito boa, a gente sentava na porta de noite, ficava cantando, era fantástico. Isso até a adolescência”, narra.


Desfile cívico em Vila de Abrantes
Desfile cívico em Vila de Abrantes

Com olhos atentos a um movimento de emancipação, tocado por parte dos moradores do distrito de Vilas de Abrantes, onde ‘nasceu’ o município e que comemorou simbolicamente neste dia 22 de setembro, o seu aniversário, Camaçari se mostra pujante. O crescimento econômico, fomentado por um modelo político que fez história, ao marcar transformações nas áreas de economia, educação, bem estar social, iniciado pelo ex-prefeito Luiz Caetano, que conseguiu ainda o feito inédito de eleger seu sucessor, Ademar Delgado, que tem dado continuidade a esse modelo de gestão, contribuíram para o endosso ao polo industrial da cidade e a expansão dos saberes, tendo como propulsor a Cidade do Saber, complexo tomado como exemplo até pela presidenta da República.

Praia de Arembepe
Praia de Arembepe

Sejam as belas praias, riquezas naturais incontestes da extensa orla marítima camaçariense, ou a população multifacetada, miscigenada, com predicados diversos e especiais, a Camaçari de 255 anos possui condutores que a refaz a cada ano, a cada século. Desde os jesuítas, aos engenheiros multinacionais, dos ‘peões’ que deram forma ao Polo, às artesãs... de antigos ambulantes à motivadoras educacionais e culturais, de jornalistas, contadores de histórias, à cantadores e musicistas, de eruditos à boêmios... Essa cidade que só cresce, seja de qual ângulo seja vista, rende alegrias, desafios e oportunidades à quem nela vivi, viu ou viveu alguma época.

Veja também: Especial Camaçari 255 anos: O conto fabuloso de Dona Zuzu

Especial Camaçari 255 anos: O olhar literário de Roseane Lima Leão

Especial Camaçari 255 anos: O olhar de um dos ambulantes mais antigos da cidade

 

Camaçari Fatos e Fotos LTDA
Contato: (71) 3621-4310 | redacao@camacarifatosefotos.com.br, comercial@camacarifatosefotos.com.br
www.camacarifatosefotos.com.br