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Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. E todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei e no Art. 99 (Foto: Romildo de Jesus | Tribuna da Bahia)
Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. E todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei e no Art. 99 (Foto: Romildo de Jesus | Tribuna da Bahia)

Os maus tratos contra pessoas idosas são graves problemas de saúde pública, que necessitam de intervenção e acompanhamento de todos

Os maus tratos contra pessoas idosas são graves problemas de saúde pública, que necessitam de intervenção e acompanhamento de todos. Essas agressões são físicas, morais, financeiras e de outras linhagens e acontecem em casa, nas ruas, nos coletivos e, a cada dia, se tornam mais graves e enormes. Mas, os velhos querem e exigem mais respeito, pois, hoje, a população idosa no Brasil, é a que mais cresce nesse país latino-americano que um dia – muito recentemente – foi chamado de “Pais dos Jovens”.

Para a presidente da Sociedade Unificadora de Professores (SUP) do Estado da Bahia, Rivanda Mendonça, o maior desafio para mitigar esta situação é fazer com que os idosos acreditem mais neles e tomem conhecimento de que tem toda vitalidade para viver a sua vida. “Às vezes, eles se taxam de velhos, apenas porque esqueceu desse ou daquele objeto. Um fato normal, que ocorre com qualquer jovem e de qualquer idade. Eles ficam mais vulneráveis porque não usam das suas habilidades e competências e, simplesmente, não treinam e nem fazem os exercícios de memória”.

A professora diz que a velhice deve ser sempre respeitada. “Por exemplo: eu gosto que falem comigo, de maneira natural, sem muitas piegas, do tipo:“Oh! Que velhinha bonitinha! Ou coisa e tal e tal e coisa!” Rivanda Mendonça não esconde que fica ‘entojada’ com certas coisas. Tanto na maneira de se tratar os mais velhos quanto pela falta de respeito de muitos. “Recentemente eu foi comprar um carro zero Km e recebi o mesmo com um pneu recauchutado. Quando parei na porta da SUP ele já estava com um dos pneus murchos. Fui a um borracheiro e ele me disse enfaticamente: o pneu não era novo e até me assegurou por escrito. Eu voltei, imediatamente, à concessionária e fiz eles me respeitarem. Veja bem: só porque eu sou uma pessoa idosa eles querem me enganar? Esse é um dos crimes que mais acontece com idosos, nesse país. Tudo, por pura falta de respeito ao próximo”, dispara.

Rivanda Mendonça chega até a ser dura nas suas respostas. “Ninguém tem o direito a agredir a ninguém. Mas se fizer, merece receber o troco na hora. É só a gente não se taxar de velho”. E faz seu alerta: “A família tem que estar atenta ao idoso mesmo que o coloque numa casa de repouso, por conveniência, Esquecer ela lá... já e uma brutal agressão!”,

Frequência

No Brasil, estudos mostram que a violência contra as pessoas idosas é crescente; e as agressões ocorrem com maior frequência no meio familiar e de pessoas próximas, que inspiram confiança, e com quem os idosos contam para o seu cuidado imediato. Os agressores mais comuns são os filhos e filhas; netos e netas; genros e noras; cuidadores formais e informais, ou seja, pessoas mais próximas do convívio e, muitas vezes, responsáveis diretos pelos cuidados do idoso.

Para o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa Idosa, na Câmara Municipal de Salvador, o vereador Toinho Carolino (Podemos), precisamos fortalecer as instituições que defendem os idosos. “Infelizmente, os maus tratos, inclusive de familiares e pessoas próximas, são constantes. Devemos ter uma rede de proteção a essas pessoas, que garanta os seus direitos e auxilie a sociedade a ser bem informada sobre a necessidade de tratar o idoso com respeito e dignidade".

Segundo representantes da Associação Nacional de Gerontologia do Estado da Bahia (ANG-BA), Silene Chacra Carvalho e Marinho Chacra o número de ocorrências presenciais registradas pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati) cresceu 22,4%, na comparação entre os meses de janeiro a setembro de 2017 e 2018. “Foram 1.351 ocorrências contra 1.654 registros no período. A entidade revela que tem dispõe dos números atuais para divulgação”. Entretanto, a associação revela que a violência contra a pessoa idosa está se tornando cada vez mais frequente nos dias atuais e tomando rumos preocupantes.

“O que se percebe – de maneira geral - é que muitos casos de violência contra as pessoas idosas são velados em razão da maioria dos agressores serem os próprios familiares. A predominância, desses casos, em âmbito familiar, reflete a dependência da renda dos idosos. E quando a pessoa idosa chega à certa idade, a nível de maior dependência, muitos se tornam vítimas de violência financeira. São os empréstimos consignados para ajudar esse ou aquele familiar que está em situação apertada e os procuram”.

Sofrimento

Segundo a psicóloga Adriana Barreto, que atua na Frente Parlamentar acompanhando as Instituições de Longa Permanência para Idoso (ILPI’s) de Salvador, e vê de perto, o sofrimento de cada um dos abrigos o que não são poucos, “os problemas mais marcantes são: a violência familiar; o descaso do poder público; a falta de estrutura dos abrigos, que se desenvolvem em quantidade, porém e em qualidade péssima, sem profissionais adequados para dar uma qualidade de vida ao idosos (que tanto precisam); e sem nem uma estrutura, que possa melhorar as suas vidas”.

Adriana Barreto, diz, ainda: “os idosos são pessoas frágeis, que precisam de amor e compreensão. Lutaram pelas suas conquistas e só querem ter momentos felizes e nada mais. Já as agressões dependem da fase da vida do indivíduo para se tornar traumas. Porém, a violência psicológica com o idoso dentro, desses aspectos, incluindo a negligência e o abandono, são altamente danosos e tem um efeito incapacitante, paralisante, podendo baixar a imunidade deles; diminuir a interação social e até provocar a depressão”

Conscientização

A psicóloga diz ainda que o Instituto Nacional de Projetos, Estudos e Capacitação (IPEC), instituição sem fins lucrativos, que participa de projetos voltados para crianças, adolescentes e agora desenvolve o Projeto Pérola, voltado para pessoa idosa, em parceria com instituições públicas e privadas, trabalha com objetivo de levar atividades físicas, lúdicas, saúde mental e corporal aos idosos. “Realizam feiras e ações de saúde, artesanato entre outras ações. A meta do organismo é atender, inicialmente, 100 idosos (as), com idade a partir dos 60 anos.

Por sua vez, a ANG/BA enquanto instituição que mantêm suas atividades com profissionais da área de atuação, procura conscientizar a população dos danos físico-motor, psicológico e financeiro que as pessoas idosas sofrem com violências, apoiando e divulgando campanhas contra esse estado de coisas. Lembrando que o combate à violência é de responsabilidade de todos, do Estado, da família e da sociedade.

Para quem não sabe ou já deu por esquecido é muito bom ler atentamente o Estatuto do Idoso, Lei. 10.741, de 1º de outubro de 2003. Que traz no seu Artigo 4º o seguinte: “Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. E todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei e no Art. 99. Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis, quando obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena - detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa”.

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