Galeria de Fotos

Não perca!!

Nacional

Diretor do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, depois das quatro matérias em que acusa tanto o ministro Moro quanto Delangnol, em entrevista à um canal de televisão norte-americano, agora promete divulgar também áudios com as conversas (Foto: Reprodução)
Diretor do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, depois das quatro matérias em que acusa tanto o ministro Moro quanto Delangnol, em entrevista à um canal de televisão norte-americano, agora promete divulgar também áudios com as conversas (Foto: Reprodução)

Dizendo que contam com um "enorme tesouro de documentos secretos sobre a comunicação interna deles”, se referindo aos arquivos com conversas entre o ex-juiz e agora ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sérgio Moro, até então tido por parte da população brasileira como o “paladino da justiça” pelas condenações de políticos acusados de corrupção, e o corpo de promotores, chefiado pelo coordenador da Operação Lava Jato, Daltan Delangnol, o diretor do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, depois das quatro matérias em que acusa tanto o ministro Moro quanto Delangnol, em entrevista à um canal de televisão norte-americano, agora promete divulgar também áudios com as conversas.

Greenwald diz na entrevista que os arquivos ''finalmente nos permite ver a verdade do que eles realmente fizeram'', se referindo tanto à Moro quanto à Delangnol. Com base no material que diz que diz que tem Greenwald afirma no vídeo que ''Bolsonaro só foi eleito por causa da prisão de Lula'', e responsabiliza Moro diretamente pelo momento de incerteza que vive o país.

O diretor do Intercept diz que ''esse material expões três pontos chaves: “Número um, ele demonstra que dentro dessa força tarefa de promotores estavam falando abertamente sobre como eles teriam certeza de que o Partido dos Trabalhadores perdessem a eleição” e que ao saberem da entrevista autorizada, mas finalmente proibida 12 dias antes das eleições, "eles entraram em pânico. Disseram: nós temos que parar isso. Nós precisamos colocar um ponto final nisso". Ainda conforme Greenwald, as conversas mostram que eles diziam entre si que estavam "rezando todos os dias para que o PT não retornassem ao poder".

Em segundo lugar, continua Greenwald, “assim como nos Estados Unidos, é requerido que um juiz se mantenha neutro. Um juiz não pode favorecer um lado ou outro. E havia uma suspeita de longa data de que o juiz Moro, quando estava julgando os casos, como para buscar as provas de casos como o de Lula, de outros líderes de esquerda, como de pessoas de outros partidos, estava na verdade colaborando em segredo para desenhar o caso. Eles sempre negaram essa acusação. Daltan Delangnol diz em um livro que escreveu, que as acusações de parcialidade contra eles "são um ultraje, são nojentas".

Glenn garante que os documentos provam que "o juiz Moro na verdade estava constantemente direcionando, costurando, desenhando, toda a acusação; gritando com eles quando faziam coisas que ele acreditava que estavam erradas. Greenwald aponta ainda que o ex-juiz Moro era muito mais do que um juiz do processo: “Ele era basicamente o comandante do time de promotores, e em seguida andava na Corte como se ele estivesse sentado, julgando o caso de Lula e de outros como se ele fosse um juiz neutro. Tudo o que eles negavam que estivessem fazendo eles estavam, de fato, fazendo durante anos, como mostram esses documentos".

E a terceira revelação, que ainda segundo Greenwald é declarado nos documentos, é que a condenação a partir da acusação no caso “Tríplex” na verdade tinha como propósito mão somente prender mas principalmente tornar o ex-presidente Lula inelegível.

A entrevista, que ainda traz vídeos tanto do ministro da Justiça Sérgio Moro da época em que era juiz, negando que tenha sido um juiz parcial, quanto do ex-presidente Lula dizendo que Moro sabe que ele é inocente e que ainda provaria que “o juiz Moro é um mentiroso”, no que é acompanhado por Glenn Greenwald, que durante a entrevista ainda emenda, afirmando que o ex juiz é um “mentiroso sociopata”, traz comparações entre o escândalo das supostas conversas entre juiz e promotores no Brasil com o Caso Snowden, que em 2017 acusou a Cia (Agência Central de Inteligência), de espionar desde os seus próprios aos cidadãos do mundo, dizendo que em tamanho os arquivos que denunciam a relação que se comprovadas do ex-juiz com os promotores da Lava Jato devem no mínimo derrubar o ministro da Justiça brasileira, são "muito maiores".

Veja o vídeo – publicado na página do Facebook do site Brasil 247

Veja também:

Moro afirma que não reconhece autenticidade de mensagens de site

Novos trechos de conversas - Moro pediu para Lava Jato rebater defesa de Lula, diz Intercept

Vídeo - Em 1ª entrevista após caso Moro, Lula afirma à TVT que ex-juiz é mentiroso

Bolsonaro usará celular criptografado após vazamento de conversas de Moro

Lava Jato - Novo trecho de conversas envolve Moro, Dallagnol e ministro do STF

Como e por que o Intercept está publicando chats privados sobre a Lava Jato e Sergio Moro

“Ainda falta muita coisa para contar, e nós iremos”, informa editor do Intercept

“Podemos estar diante do maior escândalo da República”, diz Haddad sobre conluios revelados entre Moro e Dallagnol

Clique aqui e siga-nos no Facebook

 

Camaçari Fatos e Fotos LTDA
Contato: (71) 3621-4310 | redacao@camacarifatosefotos.com.br, comercial@camacarifatosefotos.com.br
www.camacarifatosefotos.com.br