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Delegado Giniton Lages, responsável pela investigação da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes (Foto : Antônio Cruz | Agência Brasil)
Delegado Giniton Lages, responsável pela investigação da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes (Foto : Antônio Cruz | Agência Brasil)

A análise de dados de celulares, como o histórico de buscas e o sinal emitido pelos aparelhos, foi decisiva para que a polícia chegasse a Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro.

De acordo com o G1, quase 700 GB de dados foram analisados remotamente, sem que a polícia precisasse ter acesso aos aparelhos.

A localização dos suspeitos foi possível após o rastreamento de mais de 2,4 mil torres de telefonia celular que estavam no trajeto de Marielle na noite do crime, através da quebra do sigilo das antenas, solicitada por vias judiciais. O rastreamento trouxe a informação de que 33 mil linhas se conectaram a elas.

Em seguida, a polícia partiu do fato de que as imagens das câmeras de segurança apontavam o uso de um telefone dentro do veículo onde estavam os suspeitos. Com base no horário desta gravação, os investigadores passaram a focar nos aparelhos ativos naquele momento e lugar. De 33 mil linhas, o número caiu para 318. Logo foi descoberto que um dos aparelhos que estava naquela região fez contato com uma pessoa relacionada ao policial reformado Ronnie Lessa.

Com a possível ligação de Lessa ao crime, os investigadores pediram a quebra do sigilo de dados dele e tiveram acesso às buscas feitas na internet meses antes do assassinato.

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