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A paisagista Elaine Perez Caparroz em entrevista ao Fantástico (Foto: Reprodução)
A paisagista Elaine Perez Caparroz em entrevista ao Fantástico (Foto: Reprodução)

'Não sei por que, mas eu achei muito estranho. Qual motivo de uma pessoa fazer isso gratuitamente? Eu não faço mal para ninguém. Deve ter algum motivo', afirma Elaine Caparroz.

A paisagista Elaine Caparroz, de 55 anos, acredita que pode ter sido alvo de uma tentativa de vingança de Vinícius Serra, 27 anos, que está preso por tentativa de feminicídio. Ela foi violentamente espancada por quatro horas no apartamento onde mora na Barra da Tijuca, Zona Oeste, na madrugada de sábado (16).

"Em algum momento ele falou pra mim: 'Ah, eu gostaria da sua opinião'. Eu falei: 'Sobre o quê?'. Ele falou assim: 'Eu tenho um amigo que quer muito se vingar de alguém e ele pensa em matar essa pessoa. Nossa, meu amigo tá muito bravo! Ele quer realmente matar. O que você acha disso?'. Eu falei: 'Nossa, que conversa, né? Que conversa mais louca"", lembra Elaine, que deve prestar depoimento na 16ªDP (Barra) no início da tarde desta segunda-feira (25).

Ainda de acordo com a paisagista, uma agressão dessa não pode ter ocorrido de forma gratuita. "Não sei por que, mas eu achei muito estranho. Qual motivo de uma pessoa fazer isso gratuitamente? Eu não faço mal para ninguém. Deve ter algum motivo. Eu achei essas perguntas dele estranhas, por que ele ia perguntar isso? E por que ele fez isso comigo? Não sei. Talvez alguma rixa, não é? Mas não posso afirmar que seja com isso. Tem que ser investigado porque eu acho que é uma agressividade gratuita, ele quase me matou, eu quase morri", afirmou.

Paisagista diz que foi dopada

De acordo com Elaine, depois de se encontrarem no apartamento dela, ambos começaram a beber vinho e, em pouco tempo, começou a se sentir alterada e a perder os sentidos. Ela acordou já de madrugada, com o jovem a espancando.

Ao ser questionada se Vinícius poderia ter colocado alguma coisa em sua bebida, ela responde sem dúvidas. "Eu não acho. Eu tenho certeza, certeza absoluta".

A possibilidade de ter sido dopada se soma ao estranhamento que sentiu ela diante das atitudes de Vinícius desde antes de entrar no apartamento, quando se identificou com um nome falso.

"O porteiro ligou e falou que Felipe havia chegado. Respondi que não esperava por nenhum Felipe. Depois ele disse que era Vinícius Felipe. Não sabia que ele tinha um nome composto. Pedi para o porteiro perguntar se era o Vini Serra. Aí ele confirmou que sim".

No início, Vinícius parecia normal. No entanto, logo em seguida assumiu um comportamento que começou a deixar Elaine preocupada.

Após ser questionado se gostaria de assistir um filme, ele respondeu que queria ver um terror. A paisagista ficou espantada com a escolha e respondeu que não gostava do gênero. A situação ficou mais estranha logo em seguida.

Logo em seguida, Elaine começou a se sentir alterada, como se estivesse perdendo os sentidos.

"Eu só lembro de nós assistindo o filme juntos, ele com a cabeça no meu colo deitado no sofá. Daí, eu já lembro de mim em pé na cama, com ele no meu quarto. Foi aí que eu já sei que algo aconteceu porque eu não lembro de nós dois juntos na sala levantando do sofá, combinando de ir para o quarto… Você entendeu? A última coisa que eu lembro foi eu deitando no ombro dele e depois disso, não sei dizer quanto tempo depois, eu já estava no chão com ele em cima de mim desferindo vários socos horríveis no meu rosto, me agredindo muito, muito. Eu não entendi nada".

Elaine diz que, além dos socos e mordidas, Vinícius também tentou estrangulá-la, ação que, segundo suas recordações, foi impedida porque ela conseguiu conter a ação do agressor ao puxar os cabelos dele. "Essa foi uma defesa que acho que evitou minha morte".

Elaine Perez Caparroz antes e depois das agressões (Foto: Reprodução)
Elaine Perez Caparroz antes e depois das agressões (Foto: Reprodução)

Veja AQUI entrevista dada por Elaine ao G1

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