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Vereadora Marielle Franco (PSOL) assassinada há vinte e nove dias (Foto: Divulgação)
Vereadora Marielle Franco (PSOL) assassinada há vinte e nove dias (Foto: Divulgação)

Vinte e nove dias depois dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Pedro Gomes, a equipe da Polícia Civil que apura o crime aposta suas fichas em um trabalho de comparação de digitais. Vestígios encontrados numa das balas usadas no duplo homicídio serão confrontados com marcas dos dedos de dois homens mortos esta semana. Ambos eram suspeitos de ligação com grupos criminosos da Zona Oeste. Investigadores suspeitam que houve uma “queima de arquivo”.

No último domingo, o líder comunitário Carlos Alexandre Pereira Maria, o Alexandre Cabeça, de 37 anos, foi executado com vários tiros dentro de um carro na localidade de , na Taquara. Ele era colaborador de Marcello Siciliano (PHS), um dos vereadores chamados pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil para prestarem depoimentos sobre Marielle.

Pessoas ligadas à Marielle, ao serem indagadas sobre os embates mais significativos da vereadora na Câmara, citaram o empenho dela em barrar o projeto de lei que abriria uma brecha para armar a Guarda Municipal do Rio.

Outro fato destacado por uma testemunha, em depoimento à DH, foi a presença de um condenado por crime de organização criminosa, visto na Câmara uma semana antes do crime.

Sobre o 41º BPM (Irajá), as perguntas foram sobre a postagem feita por Marielle acusando os PMs de aterrorizarem os moradores de Acari.

Uma caminhada pelos 30 dias das mortes da vereadora e Anderson está marcada para amanhã, da Lapa até o Largo do Estácio, às 17h.

Vereadores do PSOL depõem

Dois vereadores do PSOL prestaram depoimento, ontem, na Divisão de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Os parlamentares foram ouvidos na condição de testemunhas, no inquérito que apura a morte da também vereadora Marielle Franco (PSOL), e do motorista Anderson Gomes.

O primeiro a ser ouvido foi o vereador Tarcísio Motta. Ele revelou que a polícia perguntou informações sobre a rotina parlamentar de Marielle.

— Até o momento do assassinato não havia nenhum elemento que indicasse que ela estivesse sob risco — diz Tarcísio, que depôs durante cerca de três horas.

O segundo vereador ouvido pela polícia, ontem, foi Brizola Neto ( PSOL). Ele também prestou informações sobre a rotina parlamentar de Marielle:

— É um crime bárbaro que choca todos nós. Mas temos visto empenho da parte da polícia. Esperamos que se resolva o mais rápido possível.

Seis perguntas sobre o crime

1 - Qual foi a arma utilizada nos assassinatos?

Sabe-se que a munição era 9mm e que os disparos foram feitos a dois metros de distância, mas a polícia não descobriu se o assassino usou uma pistola ou uma submetralhadora. Foram recolhidas nove cápsulas, oito do lote UZZ 18, vendido pela CBC para a Polícia Federal e distribuído em todo o país.

2 - Há ligação do crime com milicianos?

Segundo peritos, no Estado do Rio, balas do lote UZZ 18 foram usadas em cinco homicídios, praticados em Niterói e São Gonçalo. Uma das vítimas teria dado um golpe em traficantes e policiais, roubando parte de um “arrego”. “Há DNA de um grupo paramilitar no crime”, disse um investigador.


3 - Testemunhas ainda serão ouvidas?

O jornal O Globo localizou duas testemunhas dispensadas pela primeira equipe de PMs a chegar ao local do crime. Elas revelaram o horário, o local exato e a dinâmica da abordagem dos assassinos. Até ontem, a polícia havia ouvido outras duas: uma assessora de Marielle — que estava com a vereadora — e um pedestre.

4 - Onde está o carro dos assassinos?

O Cobalt prata que levava o autor dos disparos ainda não foi localizado. Policiais chegaram a ir a Minas Gerais para checar um carro suspeito, mas o descartaram. Não há convicção sobre o número de veículos usados na ação. Para investigadores, foram dois, porém testemunhas não viram um segundo.

5 - Qual o caminho de fuga após o crime?

No início da investigação, policiais acreditavam que os bandidos haviam fugido pela Rua João Paulo I, no Estácio, mas as testemunhas ouvidas pelo O Globo afirmaram que o Cobalt prata seguiu pela Rua Joaquim Palhares. Análises de câmeras de segurança podem indicar o restante do trajeto.

6 - E o uso de um telefone celular?

Poucas horas antes do crime, enquanto os assassinos esperavam Marielle sair de um evento na Lapa, uma câmera de segurança filmou o que parecia ser um ponto de luz dentro do Cobalt prata. Investigadores pediram os registros de 26 antenas de telefonia para tentar rastrear ligações feitas na região.

 

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