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Apenas no Brasil, de acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), até novembro já haviam sido identificadas ao menos oito linhagens da Covid-19 (Foto: Reprodução)
Apenas no Brasil, de acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), até novembro já haviam sido identificadas ao menos oito linhagens da Covid-19 (Foto: Reprodução)

Argentina, Chile, Colômbia, Austrália, Índia, Hong Kong, Canadá, França, Itália, Portugal, Bélgica, Polônia, Holanda, Letônia, Estônia, República Tcheca e Irã: essa é a lista de países que, até esta segunda-feira (21) anunciaram suspensão dos voos saídos do Reino Unido, por prazos que variam entre 48h e todo o resto do ano.

Na maioria deles, os cidadãos que ainda chegarem nos últimos voos permitidos terão que ficar em isolamento por no mínimo 10 dias.

Mais branda, a Irlanda anunciou medidas semelhantes, mas aplicadas apenas aos voos vindos da Grã Bretanha.

Na outra ponta, a Arábia Saudita decidiu tratar a questão com mais rigidez e está suspendendo não apenas todos os voos internacionais, mas também a entrada no país por portos terrestres e marítimos por uma semana.

A Turquia proibiu voos do Reino Unido, África do Sul, Holanda e Dinamarca, de acordo com a agência estatal Anadolu. Já Israel suspendeu voos vindos da Grã-Bretanha, Dinamarca e África do Sul e impedirá que cidadãos estrangeiros desses países entrem em seu território.

O Equador está avaliando quais medidas serão tomadas.

Toda essa movimentação é uma tentativa de conter o avanço e a disseminação de uma nova mutação do vírus que provoca Covid-19, descoberta no Reino Unido. De acordo com as autoridades locais, há uma estimativa de que a nova cepa tenha poder de contágio 70% maior que o vírus que causou a pandemia em curso.

"Fora de controle"

A expressão foi usada pelo próprio secretário de Saúde do Reino Unido, Matt Hancock: neste domingo (20) ele declarou que uma variação do novo coronavírus, que se espalha mais rapidamente do que outras cepas e levou ao aumento das restrições para os britânicos durante o período do Natal, está "fora de controle".

Hancock disse que a nova variante não é, necessariamente, mais perigosa que as anteriores, mas precisa ser controlada. Esse controle elevou as restrições de circulação em algumas áreas do país ao nível 4, a mais alta de todas e deve durar até depois do Natal.

'Apenas' mais rápida

Mutações em vírus são eventos normais e comuns. De acordo com autoridades médicas, acontece com todo tipo de vírus e já vinha acontecendo com Sars-Cov-2. Apenas no Brasil, de acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), até novembro já haviam sido identificadas ao menos oito linhagens da Covid-19.

A variante que está causando todo esse alvoroço mundial, no entanto, parece apresentar apenas um risco: a propagação mais rápida, que levaria mais pessoas aos hospitais e poderia causar o tão falado colapso nos sistemas de saúde, provocando, por tabela, um número absurdo de mortes.

"Existe alguma evidência de que esta cepa pode ser mais infecciosa. Não há evidência de que seja mais mortal e não há evidência de que será mais resistente a uma vacina", resumiu, em entrevista à analista da CNN Abby Philip, o médico Ashish Jha, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Brown.

Pesquisadores de diversas partes do mundo seguem estudando a nova cepa e, por enquanto, há mais perguntas que respostas.

*Com informações da CNN e BBC News

Veja também:

Covid-19 - Vacinação compulsória: especialistas discordam da decisão do STF

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