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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: Alex Wong | Getty Images)
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: Alex Wong | Getty Images)

Segundo comunicado, a ação vai garantir que estrangeiros no Brasil não se tornem fonte adicional de infecções de coronavírus

Por conta do aumento de casos de coronavírus no Brasil, os Estados Unidos anunciaram neste domingo, 24, a proibição da entrada de viajantes vindo do país.

O Brasil ocupa o segundo lugar entre os países com o maior número de contaminados, atrás apenas dos Estados Unidos, que tem mais de 1,6 milhões de casos. O presidente americano Donald Trump já havia indicado que faria o bloqueio há alguns dias.

Neste domingo, o Brasil chegou a 363.211 casos confirmados de covid-19 e 22.666 mortes.

De acordo com comunicado da secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, a ação vai garantir que estrangeiros no Brasil não se tornem fonte adicional de infecções.

“Essas novas restrições não se aplicam aos voos comerciais entre os EUA e o Brasil”, diz a nota.

Segundo a embaixada dos EUA no Brasil, a proibição passa a valer a partir de 00h59 (horário de Brasília) de 29 de maio, sexta-feira.

O assessor especial da Presidência da República do Brasil para Assuntos Internacionais, Filipe G. Martins, afirmou em sua conta no Twitter que, ao banir temporariamente a entrada de brasileiros nos EUA, o governo americano está seguindo parâmetros quantitativos previamente estabelecidos, que alcançam naturalmente um país tão populoso quanto o Brasil.

“Não há nada específico contra o Brasil. Ignorem a histeria da imprensa”, acrescentou.

Pouco antes do anúncio da Casa Branca, o chanceler Ernesto Araújo afirmou, também no Twitter, que em conversa neste domingo com representantes da Casa Branca, “dentro da ótima cooperação Brasil-EUA no combate ao Covid-19”, recebeu a notícia de que Trump determinou a doação de 1.000 respiradores ao Brasil.

“Parceria produtiva entre duas grandes democracias”, afirmou.

O Brasil implementou restrições semelhantes à entrada de estrangeiros, inclusive dos EUA, em 30 de março, e as prorrogou por duas vezes desde então, destacou a embaixada norte-americana.

O conselheiro de segurança nacional norte-americano, Robert O’Brien, disse mais cedo ao programa ‘Face the Nation’ da rede CBS esperar que a medida possa ser reconsiderada em algum momento.

“Esperamos que seja temporário, mas, devido à situação no Brasil, tomaremos todas as medidas necessárias para proteger o povo americano”, disse O’Brien.

O Brasil ultrapassou na sexta-feira a Rússia e se tornou o segundo país do mundo em casos de coronavírus, perdendo apenas para os EUA. Dados neste domingo mostraram que o país já registra 22.666 mortes e 363.211 casos de Covid-19.

Trump havia dito na terça-feira que estava considerando impor uma proibição de viagens para passageiros provenientes do Brasil.

“Não quero pessoas vindo para cá e infectando nosso povo. Também não quero que as pessoas fiquem doentes por lá. Estamos ajudando o Brasil com respiradores… O Brasil está tendo problemas, não há dúvida sobre isso”, acrescento Trump a repórteres na Casa Branca.

O’Brien disse que os EUA analisarão as restrições para outros países do hemisfério sul, país a país.

Trump suspendeu a entrada da maioria dos viajantes da China, onde o surto começou, em janeiro. No início de março, ele impôs restrições de viagem a pessoas vindas da Europa.

As novas restrições impedem a maioria dos cidadãos não americanos que tenha estado no Brasil no período de até 14 dias antes da tentativa de entrada nos EUA. Além dos norte-americanos, serão isentos residentes permanentes legais ou indivíduos que se enquadrem em alguma das exceções listadas de viajar para os EUA.

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