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Manifestação pró-Maduro em Caracas, capital da Venezuela - Reprodução
Manifestação pró-Maduro em Caracas, capital da Venezuela - Reprodução

Pelo menos 17 pacientes renais morreram após a paralisação de serviços de diálise durante o apagão que já dura mais de 48 horas na Venezuela, informou a ONG Codevida no sábado (9.mar.2019). Em 1 primeiro momento, eram 15 mortos. Os dados foram atualizados neste domingo (10.mar).

De acordo com a ONG, os pacientes renais da Venezuela enfrentam uma situação crítica por causa da impossibilidade de realizar diálises por falta de luz.

“Entre ontem e hoje [6ª feira e sábado, 8 e 9 de março], foram reportados 15 mortos por falta de diálise. Nove das mortes aconteceram em Zulia; duas, em Trujillo; e 4 no hospital Pérez Carreño, em Caracas”, afirmou à AFP Francisco Valencia, diretor da ONG.

“A situação das pessoas com insuficiência renal é muito crítica. Queremos dizer que 95% das unidades de diálise, que hoje chegariam a 100%, estão paralisadas devido ao corte de luz”, acrescentou Valencia.

A falta de energia teve início na 5ª feira (7.mar) e durou cerca de 24 horas. No sábado, parecia estar normalizada –mas voltou a afetar Caracas e outras cidades do país.

A situação está pior nos estados do interior, que vivem cerca de 50 horas de 1 apagão ininterrupto. Em Caracas, houve restabelecimento em alguns setores por algumas horas.

PROTESTOS EM CARACAS
No sábado (9.mar), opositores e apoiadores do regime de Nicolás Maduro foram às ruas de Caracas para protestar. As manifestações foram convocadas por Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela. Maduro reagiu.

“Convoco todo o povo venezuelano para nos expressar maciçamente nas ruas contra o regime usurpeante, corrupto e incapaz que pôs o nosso país no escuro”, escreveu Guaidó em uma rede social.

“Palhaço e títere”, disse Maduro sobre Guaidó.

MADURO ATRIBUI APAGÃO AOS EUA
O governo de Maduro alegou que o apagão que ocorreu no país foi 1 “ataque” e culpou os Estados Unidos e seus aliados latino-americanos pela desordem no país.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, chamou o apagão de “agressão deliberada” e anunciou uma “mobilização” da FANB (Força Armada Nacional Bolivariana), sem dar mais informações sobre o assunto.

“Uma agressão que sem dúvida foi preparada, deliberada e bem planejada, como sabe bem fazer o império americano”, disse Padrino.

Em seu 1º pronunciamento desde o início do apagão, Nicolás Maduro atribuiu a 1 ataque hacker o blecaute. “Foi utilizada uma tecnologia de alto nível que só os Estados Unidos possuem”, disse.

“Às 19h do mesmo dia se encaminhava o processo de recuperação quando recebemos um ataque cibernético internacional contra o cérebro de nossa empresa de eletricidade que automaticamente derrubou todo o processo de reconexão”, acrescentou.

 

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