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Internacional

O Trbibunal de Isère, no sul da França, deve julgar nesta quinta-feira (2) uma baiana acusada de ter envenenado o seu companheiro francês em agosto de 2004 . O corpo da vítima foi encontrado quatro anos após o suposto homicídio enterrado em uma duna no Brasil, depois de uma longa investigação.

De acordo com informações da agência internacional AFP, Denize Soares nega a participação na morte do ex-marido. Ela é suspeita de ter dado a Sèbastian, na época com 31 anos, doses letais de cianeto e de ter escondido o seu corpo em uma área de dunas em Salvador. No período em que o francês desapareceu, em 2004, eles estavam de férias na capital baiana.

Denize viajou para Salvador com o companheiro e o filho do casal, de um ano e meio, para apresentá-lo à sua família. Ainda segundo a AFP, ela retornou ao país europeu três semanas depois sem Sèbastian, que teria mostrado interesse em morar no Brasil. Foi com essa justificativa, que Denize explicou o não retorno do marido para os pais da vítima.

A baiana também mostrou um vídeo para os sogros, gravado no dia 17 de agosto, no qual Sebastian falava sobre a sua intenção de se estabelecer no Brasil. Sem receberem nenhuma ligação telefônica do filho por 8 meses e sabendo do saque de 10 mil euros de sua conta bancária, os pais de Sébastien finalmente foram para o Brasil, em 2005, para buscar mais informações sobre o que havia acontecido, ainda segundo a AFP.

Durante esse período, os sogros de Denize receberam vários cartões postais escritos pelo filho. A investigação, no entanto, revelou que a correspondência foi enviada pela própria Denize dias depois do desaparecimento do filho.

Chegando ao Brasil, os pais da vítima descobriram que ninguém morava no endereço indicado por Denize nos cartões postais. Além disso, familiares da baiana disseram não saber que Sèbastian havia ficado no Brasil. Os investigadores da polícia judiciária de Grenoble notaram que a acusada tinha retirado 34 mil euros das contas de seu companheiro sem ter procuração legal. Também revelaram transações "fraudulentas" ligadas a dois seguros de vida, que lhe renderam mais 50 mil euros.

Em 2006, Denize foi presa, mas foi solta um ano depois por falta de provas e ausência de cadáver. Antes da prescrição do caso, em abril de 2008, o irmão de Denize confessou a um investigador que tinha ajudado a esconder o corpo na areia de uma duna em Salvador. Com as indicações da testemunha, a polícia encontrou o corpo em uma área isolada. Ele disse ainda que, a pedido da irmã, comprou veneno e colocou em um corpo de cerveja da vítima, ajudando Denize a esconder o corpo posteriormente. Após o depoimento, Denize Soares foi detida pela segunda vez e colocada em prisão preventiva.

O irmão dela, que será julgado no Brasil por cumplicidade no crime, será ouvido no julgamento desta quinta-feira através de videoconferência.

 

 

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