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Internacional

Militantes do movimento opositor russo Solidariedade colocaram nesta quarta-feira (1º) uma enorme faixa com a inscrição "Putin, vá embora", em um edifício situado diante do Kremlin, três dias antes de uma importante manifestação em Moscou contra o regime do primeiro-ministro russo.

A faixa amarela de 140 m², que também mostra uma caricatura do primeiro-ministro Vladimir Putin riscado com uma cruz negra, foi preso num painel publicitário instalado no telhado de um prédio bem diante do Kremlin, sede da presidência russa.

De acordo com a militante Anastassia Rybachenko, entrevistada pela agência de notícias France Presse, o objetivo é chamar a atenção para uma importante manifestação contra Putin, agendada e autorizada pelo governo para este sábado (4).

- Nosso objetivo é recordar a todo o mundo que uma manifestação para pedir eleições honestadas está prevista para esta semana.

Segundo Anastassia Rybatchenko, a faixa foi retirada pelas autoridades uma hora depois.

A Rússia enfrenta uma onda de contestação, sem precedentes desde a chegada ao poder de Putin, iniciada depois das eleições legislativas de dezembro, marcadas por fraudes, segundo a oposição e observadores internacionais.

Há quatro anos no cargo de primeiro-ministro, Putin espera voltar neste ano ao Kremlin, que ele deixou depois de dois mandatos consecutivos (2000-2008).

Putin diz estar preparado para um segundo turno

O primeiro-ministro russo Vladimir Putin afirmou nesta quarta-feira que um segundo turno da eleição presidencial em março é possível, mas que, caso isto ocorra, será uma fonte de "desestabilização para o país".

- Um segundo turno é possível conforme a nossa legislação eu compreendo, e acho que vocês também entendem que um segundo turno significará o prolongamento de uma forma de combate e, portanto, de uma certa desestabilização de nossa situação política.
Mas, não há nada de assustador nisso, eu estou pronto, se for preciso, trabalharemos para o segundo turno.

Além disso, Putin disse que existe um risco de seus partidários não comparecerem às urnas no dia 4 de março, confiando em sua vitória antecipadamente.

- Existe o risco de muitas pessoas, meus partidários, não virem, partindo do princípio 'ele vai ganhar, não preciso ir'.

Vladimir Putin é o grande favorito na eleição presidencial. Os outros candidatos são o bilionário Mikhail Prokhorov e os líderes de três partidos ligados ao Kremlin, o comunista Guennadi Ziouganov, o populista Vladimir Jirinovski e o chefe do partido Rússia justa, Sergueï Mironov.

As pesquisas de opinião apontam para o atual primeiro-ministro russo cerca de 50% das intenções de votos. Em 2000 e 2004 ele venceu as duas eleições com uma larga vantagem já no primeiro turno.

 

 

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