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Internacional

O regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, não controla mais "50% do território" do país, afirmou nesta terça-feira (31) o chefe do grupo rebelde Exército Sírio Livre, coronel Riad Al Assad, ressaltando, no entanto, que suas forças não dominam necessariamente todas essas regiões.

Cerca de "50% do território sírio não está mais sob o controle do governo", declarou o coronel, que tem sua base na Turquia.

- A moral dos defensores de Assad está no nível mais baixo, eles começam a ficar nervosos, na medida em que perdem terreno. É por isso que atacam civis sem distinção, homens, mulheres e crianças, e bombardeiam as casas de forma aleatória.

O coronel Assaad declarou que o ESL já possui 40 mil soldados dissidentes em suas fileiras, realizando uma guerra de "guerrilha" contra as forças do presidente sírio Bashar al Assad.

- As operações realizadas pelo ESL são caracterizadas por ataques rápidos contra as posições pró-Assad, seguidas de retiradas táticas para locais mais seguros.

O comandante do ESL indicou que suas forças não estavam em condições de tomar o controle total das regiões sírias, uma vez que seus efetivos e armas eram muito inferiores aos do Exército regular.

Segundo ele, a campanha de repressão "foi intensificada há uma semana em três regiões da Síria - nas províncias de Damasco e de Homs (centro) e Idleb (noroeste), com ataques brutais".

Onda de violência deixa mais 22 mortos nesta terça-feira (31)

A violência deixou pelo menos 22 mortos nesta terça-feira na Síria, com operações das forças de segurança e combates entre o Exército e soldados dissidentes que aderiram ao movimento de contestação popular do regime de Bashar al Assad, segundo militantes.

"O regime utiliza uma força desmedida em várias regiões da Síria e o poder de fogo empregado é o mais violento desde o início da revolução síria", em março de 2011, comentou Rami Abdel Rahman, presidente do OSDH (Observatório Sírio dos Direitos Humanos), com sede no Reino Unido.

Na província de Idleb (noroeste), seis civis foram mortos pelas forças do regime, incluindo três jovens vítimas de uma emboscada de milícias leais ao regime na localidade de Talaad, segundo o OSDH.

Ainda na mesma região, a explosão de um caminhão militar matou pelo menos um soldado em Ariha, onde um civil foi morto depois de ser atingido por uma bala perdida durante combates entre as forças de ordem e um grupo de desertores, segundo a mesma fonte.

Na região de Homs (centro), 14 civis foram mortos, sendo sete em um ataque com morteiros em Rastan, cidade onde o Exército sofreu "grandes perdas de vidas humanas e de materiais" há dois dias, segundo o OSDH.

No subúrbio leste de Damasco, o Exército "ocupou Irbine e Zamalka", acrescentou o OSDH, afirmando que as ruas de Irbine estavam "cheias de corpos" que ninguém podia retirar porque os disparos permaneciam.

Paralelamente, combates entre as Forças Armadas e soldados dissidentes prosseguiam em várias zonas das províncias de Idleb, Homs e Damasco, segundo a mesma fonte.

Esses episódios de violência não intimidam os opositores ao regime: em Daël (sul), cerca de 10 mil pessoas participaram no início da tarde do funeral de um soldado dissidente, transformando a cerimônia em manifestação contra o regime, segundo o OSDH.

Manifestações contra o regime também foram registradas em Basr al Harir e em Deraa, onde as forças de segurança efetuaram ataques, segundo a mesma fonte.

Em Rankous, 40 km ao norte de Damasco, "as forças sírias realizavam perseguições e prisões, enquanto o barulho de explosões ressoava em toda a região", segundo o OSDH nesta terça.

Nesta cidade cercada há uma semana, sem água, energia elétrica e alimentos, as forças do regime "invadiram" casas, segundo militantes. E a cidade vizinha de Talfita era palco de tiroteios com metralhadoras pesadas.

A oposição convocou uma jornada de luto e de ira nesta terça-feira na Síria após a morte de centenas de pessoas na escalada da repressão, a algumas horas de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para tentar pôr fim ao banho de sangue.

Fim de Assad é “questão de tempo”, dizem EUA

A queda do regime do presidente Bashar al Assad na Síria é "apenas uma questão de tempo" diante da revolta de parte da população, declarou nesta terça-feira o diretor nacional da inteligência americana, James Clapper, diante de uma comissão do Senado.

- Pessoalmente, acredito que é apenas uma questão de tempo, mas esse é o problema, pode ser por muito tempo. Eu não vejo como ele poderá manter seu controle sobre o país.

No entanto, Clapper também afirmou que este processo poderá demorar por causa da "fragmentação da oposição".

O diretor da CIA (agência de inteligência americana), o ex-general David Petraeus, compartilhou a posição de Clapper.

"A oposição mostrou uma capacidade de resistência considerável", afirmou, ressaltando também o aumento da violência cometida durante as manifestações e a chegada da onda de revolta aos subúrbios de Alep, segunda maior cidade do país, e Damasco.

A queda de Bashar al Assad, membro da minoria alauíta, levará ao estabelecimento de um governo dominado por sunitas, majoritários no país, previu.

A perda da aliada síria será também um "revés considerável" para o Irã, afirmou o diretor da CIA.

- A perda da Síria, que faz o papel de plataforma logística e de ligação para apoiar o Hezbollah no Líbano, representará um revés considerável para o Irã. É por isso que a Guarda Revolucionária [iraniana] apoia tanto Bashar al Assad.

 

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