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Impactos do fenômeno La Niña e do padrão de águas mais aquecidas perto da costa influenciam no período (Foto: Reprodução)Impactos do fenômeno La Niña e do padrão de águas mais aquecidas perto da costa influenciam no período (Foto: Reprodução)

O inverno do Hemisfério Sul começou, na terça-feira, 21, às 6h14. Segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a estação terá chuvas acima da média histórica para toda a faixa próxima ao litoral nordestino, em função dos impactos do fenômeno La Niña e do padrão de águas mais aquecidas perto da costa.

No oeste da Bahia, as chuvas poderão ser próximas da média, sendo que estas áreas já se encontram em seu período menos chuvoso.

Na Bahia, o período junino é caracterizado pelo clima de inverno, com temperaturas mais baixas, o tradicional “friozinho do São João”. A estação, além das chuvas e queda pontual de temperaturas, tem dias mais curtos e noites mais longas.

Giuliano do Nascimento, meteorologista do Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (Cemadec/Codesal) comenta que a previsão é de temperaturas moderadas e amenas na região litorânea e mais baixas na região serrana do estado.

Giuliano cita que o fenômeno La Niña terá grande influência no regime de chuvas durante o inverno. “O La Niña é o resfriamento da água do Oceano Pacífico, o que afeta o clima na América do Sul. Então, esse resfriamento em sua fase positiva causa uma variação temporal, causando mais chuvas principalmente sobre o litoral do Nordeste”, esclareceu.

Segundo dados do Inmet, a parte oeste da Bahia, mais afastada do litoral, terá menor ocorrência de chuvas também por conta do período já ser menos chuvoso.

O dia na capital, na terça-feira, começou com vento frio e chuva. Mas logo o sol abriu e o cenário mudou, apresentando uma temperatura mais alta.

Enquanto, em alguns locais, o dia ter sido mais nublado e com ventos mais frios, em outros, o sol esteve mais presente.

Giuliano registra que essa oscilação acontece por causa do fenômeno conhecido como alta subtropical do Atlântico Sul (Asas), sistema de alta pressão formado a partir do ar quente e úmido das regiões equatoriais que, em seu deslocamento, se resfriam, ficando mais propícios a tornarem-se chuva. “Com as Asas e fatores como umidade, pressão e vento, você pode ter o que a gente chama de ‘cavado’, um aglomerado de nuvens que assim como se forma de repente, também se dissipa de forma rápida. É isso que faz com que a gente tenha momentos de chuva súbita, ventos intensos e mais frios e, logo depois, abra o sol e suba a temperatura”.

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