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A enxurrada na madrugada invadiu casas, estabelecimentos comerciais, destruiu uma ponte, postes de iluminação pública e levou os sonhos de vidas inteiras (Foto: Marina Silva/Correio)A enxurrada na madrugada invadiu casas, estabelecimentos comerciais, destruiu uma ponte, postes de iluminação pública e levou os sonhos de vidas inteiras (Foto: Marina Silva/Correio)

Enxurrada alagou ruas e casas e destruiu ponte, entre outros problemas

No lugar dos carros, as ruas foram ocupadas por sofás, camas e outros poucos objetos, que secavam sob o céu parcialmente nublado na manhã desta quinta-feira (21) em Camaçari. A enxurrada na madrugada invadiu casas, estabelecimentos comerciais, destruiu uma ponte, postes de iluminação pública e levou os sonhos de vidas inteiras.

"Ficou tudo boiando. Camisas, calças, panelas , utensílios domésticos. A água dentro de casa chegou a quase um metro e cobriu o botijão, fogão, molhou geladeira, televisão. Tudo comprado com muito suor, trabalhando de domingo a domingo e hoje não serve mais pra nada. Essa situação é muito dolorida", declarou a atendente Patrícia Dias Almeida, 44 anos, moradora da Primeira Travessa Alecrim no Centro, uma das regiões mais castigadas pela chuva.

Patrícia disse que a água tomou sua casa por volta das 1h20. "Ficamos desesperados, sem saber o que fazer. A rua toda estava coberta. Só foi baixar depois das 3h", relatou ela. De acordo com a  Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Camaçari (Compdec), órgão vinculado à Secretaria dos Serviços Públicos (Sesp), foram registrados mais de 100 chamados durante essa madrugada referente às fortes chuvas.

Na Segunda Travessa Alecrim, mais sofás e e colchões nas ruas. "É o que deu para salvar. Mas teve gente aí que não sobrou nada. A água da chuva carregou tudo", disse um rapaz enquanto ajudava uma senhora a colocar um sofá para secar na rua. Um outro, que tinha acabado de limpar a casa, explicou o que teria provocada a enxurrada ali. "Aqui atrás tem um rio, que transbordou com a chuva, encontrando com a água da rua e aí foi o caos", disse.

No bairro Nova Vitória, a situação não era diferente. 'Acordei com as minhas costas molhadas. A água chegou a 1,40 m de altura. Perdi tudo. Geladeira, fogão, cama, minha máquina de costura que era o meu sustento. Eu não o que fazer. É a segunda vez neste ano que isso acontece. Estou tão arrasada" , declarou a costureira Nelma Santana Carneiro, 53, mostrando a marca da água na parede.

A casa dela fica em frente a uma ponte, que foi parcialmente destruída. A via, que é de mão dupla, teve uma cratera aberta em um dos trechos. Um poste também ficou comprometido, mas não falta de energia. A ponte foi interditada pela Defesa Civil para reparos.

Balanço

Conforme balanço divulgado, a Defesa Civil registrou dois deslizamentos de terra, no bairro Piaçaveira e no bairro Santo Antônio. Neste último, houve pessoas soterradas, que foram imediatamente socorridas e levadas para uma unidade de saúde pelo Samu; diversas ruas foram alagadas, entre elas no bairro Jardim Limoeiro. O mesmo ocorreu no Jardim Brasília, mas neste local, a água chegou a mais de 1,80 m; o rompimento de parte de uma pista no bairro Nova Vitória, também foi registrado; assim como deslizamento de terra no Mangueiral; além de alagamentos em Vila de Abrantes e demais episódios na sede e costa do município.

De acordo com Ivanaldo Soares, coordenador da Defesa Civil, o órgão está nas ruas desde às 23h de ontem, com mais de 30 pessoas trabalhando. "Somente durante a madrugada, 20 deles atenderam a 60 chamados com auxílio do Corpo de Bombeiros", relatou.

Ainda de acordo com o gestor do órgão, muita gente perdeu móveis, documentos, dentre outros bens. Ele alerta que as pessoas não estacionem carros próximos ou embaixo de árvores, e evitem atravessar por ruas alagadas para evitar acidentes. Ivanaldo diz ainda que várias pastas da gestão municipal estão atuando para resolver os problemas gerados pela chuva, como as secretarias do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), da Infraestrutura (Seinfra), da Saúde (Sesau), e a própria Sesp.

"No momento, infelizmente, diante de um cenário como esse, estamos aguardando a água baixar para contabilizar os danos e tomar as próximas providencias. Paralelo a isso, estamos fazendo tudo o que pode ser feito de imediato para minimizar a situação", destacou o coordenador.

Em situações de emergência, Defesa Civil de Camaçari pede a população acionar o órgão através do telefone 199. A ligação é gratuita. As pessoas podem ligar ainda para os celulares corporativos (71) 99981-3641 ou 99922-3433. O atendimento funciona em regime de plantão, 24 horas por dia.

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