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Economia

Pela primeira vez na história, os Estados Unidos adotarão uma meta para a inflação. O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, anunciou nesta quarta-feira (25) que definiu um objetivo de inflação anual de 2%, taxa que deverá contribuir para que o país alcance o pleno emprego (quando a taxa de desemprego recua para o nível considerado “natural” para as características de determinada economia).

“Comunicar claramente este objetivo da inflação ao público vai contribuir para proteger com firmeza as expectativas de inflação de longo prazo e, dessa forma, encorajar a estabilidade de preços e das taxas de juro de longo prazo e melhorar a capacidade do comitê de promover o pleno emprego em períodos de perturbações econômicas consideráveis”, destaca o comunicado divulgado pela autoridade monetária dos Estados Unidos.

Em entrevista coletiva, o presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que o órgão está preparado para recomprar títulos suplementares nos mercados para apoiar, se for preciso, a recuperação da economia norte-americana. “Se a inflação for inferior [ao novo objetivo do Fed, de dois por cento] e a queda do desemprego demasiado lenta, então haverá argumentos a favor de medidas suplementares”, incluindo compra de títulos no mercado, declarou.

Ao recomprar títulos públicos, o Fed injeta dinheiro na economia, o que estimula a atividade produtiva. A compra e venda desses papéis cabe ao Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), gerido pelo Fed. A meta de inflação de 2%, no entanto, só será atingida em 2014. Os membros do Fomc estimam que o aumento de preços ficará entre 1,4% e 1,8% neste ano e entre 1,4% e 2% em 2013.

Com a adoção do regime de metas de inflação, o Fed passa a ter uma política praticada por outros importantes bancos centrais no mundo. No Brasil, esse sistema é adotado desde 1999. Até agora, o Fed considerava como desejável a inflação entre 1,7% e 2%, mas esses valores não eram definidos como o objetivo central da política monetária.

Os membros do Fomc consideram que o pleno emprego corresponde a uma taxa de desemprego situada entre 5,2% e 6%, ou seja, um nível de desemprego residual “bem mais elevado” do que era admitido antes da crise.

O Fomc prometeu ainda a manutenção de uma taxa de juros “excepcionalmente baixa”, pelo menos até o fim de 2014. De acordo com as novas previsões, a maioria dos dirigentes do Fed está a favor de uma taxa de juros entre 0% e 1% ao ano no final de 2014. No longo prazo, os membros da Fomc consideram desejável que os juros básicos norte-americanos estejam entre 4% e 4,5%.

O banco central norte-americano reduziu ainda a previsão de crescimento do país. O Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer de 2,2% a 2,7% em 2012, mais baixo que a estimativa anterior, entre 2,5% e 2,9%. Para 2013, as estimativas são de expansão de 2,8% a 3,2%, contra previsão de 3% a 3,5% divulgada em novembro.

Em relação ao desemprego, atualmente em 8,5%, o Fed acredita que a taxa encerrará 2012 entre 8,2% e 8,5%, ficando entre 7,4% e 8,1% no próximo ano. As informações são da Agência Brasil.

 

 

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