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Chester não é um pavão nem um pato, como acreditam alguns (Foto: Reprodução)
Chester não é um pavão nem um pato, como acreditam alguns (Foto: Reprodução)

No meio de tantas notícias ruins, vamos falar de uma boa? Após 40 anos de mistério - sim, o Chester já tem 40 anos - o grupo BRF, dono da Perdigão, divulgou imagens do animal vivo e respondeu várias perguntas que povoavam o imaginário popular.

'Chester' não é uma raça

Para começar, a palavra chester não define uma raça ou espécie de animal. É uma marca registrada, de uso exclusivo da Perdigão. A palavra vem do inglês "chest" que significa peito. A espécie do animal é gallus gallus e ele é um parente do frango doméstico. Ou seja, o chester também não é um pavão nem um pato, como acreditam alguns.

Melhoramento genético

O chester tem cabeça, anda e é realmente um animal, ao contrário de várias teorias mirabolantes criadas ao longo dos anos, garante a BRF. De acordo com informações divulgadas pela empresa, a ave chegou ao Brasil em 1979; ela é de uma linhagem nobre escocesa e foi trazida dos Estados Unidos, comprada de uma empresa local que, já naquela época, fazia estudos de melhoramento genético de aves.

Esse melhoramento, segundo a BRF, consiste na seleção e cruzamento de matrizes para alcançar um animal maior, com menos gordura e mais carnes nas partes nobres: peito e coxas. De acordo com a BRF, 70% das carnes do chester estão nessas regiões do corpo.

O chester é um produto desenvolvido para competir com o peru de Natal da Sadia que, na época, era concorrente da Perdigão e liderava o mercado. Desde 2008 as duas empresas fazem parte do mesmo grupo avícola e alimentício.

Do carnaval para o Natal

Ainda de acordo com a BRF, o grande diferencial do chester é o modelo de produção. Além de receber uma alimentação especial, mais nutritiva e balanceada que a das aves comuns, o tempo de vida do animal também é maior: o chester é abatido com cerca de 50 dias, mais que o dobro dos 20 do frango comum.

A produção do chester começa em fevereiro, mesmo o produto sendo vendido apenas no Natal. Outra diferença é o espaço físico: o chester é criado em granjas exclusivas, localizadas em Minas Gerais. O tempero adicionado ao chester, depois do abate, também é exclusivo.

Só machos na ceia

Outra curiosidade revelada pela BRF é que apenas os machos perfeitos são selecionados para receber o preparo e o rótulo de "Chester". As fêmeas, que crescem bem menos, são abatidas e vendidas como corte de peito de coxa, aqueles que você compra empratados no mercado.

O destino é o mesmo para machos que se desenvolvam fora do padrão definido pela empresa para a ave natalina, sendo que a carne dos machos também é usada no preparo de embutidos. Você pode estar comendo chester o ano inteiro sem nem desconfiar...

O fim do mistério?

Durante anos, a própria Perdigão alimentou o mistério em torno do que seria o chester, admitiu a assessoria de comunicação da empresa. Entretanto, em 2019, no aniversário de 40 anos do produto, a BRF resolveu divulgar uma fotografia do chester vivo e responder às principais perguntas em torno da ave.

De acordo com nota divulgada à época, a empresa entendeu que o caminho da transparência era o melhor a ser seguido. Não houve informações, no entanto, se a onda de fake news e seus impactos negativos no Brasil esteve entre os fatores considerados na decisão.

Entretanto, com a divulgação de apenas uma imagem do chester vivo, surgiu uma dúvida ainda maior: como a BRF consegue, em plena era da tecnologia, evitar de forma tão eficaz o "vazamento" de imagens do chester?

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