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Alguns dos alunos da Escola, que denunciam temor com a possibilidade de não terem seus Certificados ao final do curso, por impedimento legal da entidade imposto pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) (Foto: Cedida)
Alguns dos alunos da Escola, que denunciam temor com a possibilidade de não terem seus Certificados ao final do curso, por impedimento legal da entidade imposto pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) (Foto: Cedida)

Imagine a situação: você sonha com uma formação profissional, trabalha para custear seus estudos, poupando até ter o valor do curso guardado, isso quando não entra na escola sem poupança alguma, pela dificuldade que é manter qualquer dinheiro guardado ante as dificuldades financeiras por que passam as famílias, mas sabendo que tem que ralar o mês todo para pagar suas mensalidades, diante da possibilidade de realizar o sonho de ter nas mãos o tão sonhado canudo que lhe habilitará a exercer a profissão que escolheu dado sua aptidão, além de enfim se encontrar com sua realização pessoal, aliás, sonho de toda sua família, mas que, de repente, bomba: a escola escolhida, que tanto aqueceu suas esperanças, somente recebia seu dinheiro, mas jamais poderia lhe certificar profissional, por simplesmente estar em situação irregular frente ao seu órgão regulador.

É duro, mas essa é a realidade de um grupo de alunos da Escola de Enfermagem de Camaçari, que procurou o Camaçari Fatos e Fotos (CFF), para fazer queixa da instituição, alegando que, depois de estudarem e pagarem com dificuldade não poucas mensalidades, descobriram que a escola, além de não se encontrar habilitada para o serviço, infringe uma determinação do Conselho Estadual de Educação (CEE), publicada no Diário Oficial do Estado – Parecer 172/2019, de 06/08 do ano passado, conforme documento enviado à esta Redação, que desde à data acima determinou a suspensão de novas matriculas, pois continua com matriculas abertas ainda que saiba que não poderá diplomar ninguém.

Daniel Alves Barbosa (21), que procurou tanto o CEE quanto o Procon, conforme documentação encaminhada ao CFF, foi um dos alunos de quem a escola aceitou matricula mesmo depois da suspensão da licença, em setembro de 2019, um mês depois da publicação do impedimento no Diário Oficial do Estado. O aluno denunciou que a escola acumula irregularidades, quando deixa de pagar aos professores, o que vinha acarretando problemas ao aprendizado, devido às constantes faltas de aula, e às mudanças frequentes de instrutores por conta da falta de pagamento aos profissionais, conforme consta na certidão da queixa ao Procon. O aluno acusa ainda, que “nenhuma outra unidade em Camaçari, aceita transferência dessa escola”, e que também nenhum dos alunos tem conseguido que a escola dê o documento de transferência à quem não quer continuar na instituição.

O CFF fez um apanhado e encontrou no site Reclame Aqui, entidade que busca ajudar a quem tem se sentido lesado por qualquer que seja a empresa, e realmente encontrou um registro duma suposta pessoa que diz ter trabalhado na escola e não foi remunerada, pedindo solução. Mas, diferente de outros queixosos à outras instituições, não havia resposta da escola: “Trabalhei como professora de microbiologia e parasitologia na Escola de Enfermagem Camaçari, eles não me pagaram quando saí de lá. Mandei mensagem para as funcionárias responsáveis e fizeram deboche de mim dizendo que pagaria e não realizou pagamento algum.
Alguém me ajuda a levar a informação para a área responsável, superior delas. Vejam as conversas do WhatsApp que estão anexadas aqui”, diz a reclamação que, porém, não disponibiliza as mensagens de WhatsApp de que fala.

O site encontrou também registros de supostos elogios à escola, na página da entidade no Facebook, porém com manifestações de aprovação ao trabalho da instituição, cessadas no ano de 2018, conforme exemplos à baixo, que não sofreram correção deste portal, porém publicados na integra:

“Estou Cursando o Técnico de Enfermagem, o ensino é excelente. Professores mega Capacitados e Profissionais. Parabéns a toda equipe da Escola”.

“Tive a felicidade de estudar e me qualificar como tec.de enfermagem nesta conceituada Instituição de encino: professores qualificados , exelentes colaboradores e uma direção comunicativa. onde vc tbm faz a diferença ; parabéns Magalli e equipe”.

Em contato com a Escola de Enfermagem Camaçari, que funciona na Avenida Radial “A”, 420, o CFF apurou, através de uma pessoa que se identificou como Marcia Regina, responsável pela administração da entidade, que a “escola não sabia do indeferimento do pedido de renovação da licença, pelo Conselho Estadual de Educação”, o que teria se dado por falta dum documento entre o processo de pedido de renovação da permissão para continuidade do funcionamento, o que teria acontecido, segundo Marcia Regina, que porém não soube dizer que documento seria esse, por que quem teria recebido o comunicado do Conselho no térreo do prédio, uma vez que, segundo a gestora, “os Correios não sobem escadas”, não teria entregue a correspondência à quem ela era endereçada.

Perguntada sobre qual a situação no momento, o CFF foi informado pela mesma pessoa, que a escola “está entrando com um novo pedido de renovação da licença junto ao Conselho”. Questionada sobre como ficariam os alunos se até o final do curso isso não fosse resolvido, Marcia Regina, dizendo ser ela “uma pessoa muito conhecida, logo eu não se exporia desse jeito se não acreditasse na entidade” disse que acredita que isso não seja resolvido. Em outras palavras, a administradora confia que a entidade conseguirá regulamentar sua atividade.

Os alunos, porém, não acreditando nessa possibilidade, até por que, apesar de Marcia Regina ter dito ao CFF que todos foram chamados e lhes dado conhecimento da situação, procuraram outra entidade escolar e se matricularam tendo que recomeçar os estudos do início, “do zero”, conforme diz uma das alunas, que não quer ser identificada, uma vez que, pelo impedimento da escola, eles não tiveram suas transferências fornecida, o que levou todos a decidir, pelo tempo e dinheiro investidos em vão, por um processo jurídico de indenização por perdas e danos, conforme a mesma aluna.

Sobre a falta de pagamento de professores, o CFF não obteve resposta. Somente ouvindo da gestora, sobre a queixa de falta de remuneração registrada no site Reclame Aqui, por uma suposta professora que não obteve nenhuma resposta ao pé da reclamação, como normalmente faz a empresa reclamada, Marcia Regina disse apenas que “quem cuida disso é outra pessoa”.

Certidão do Procon, constante da denúncia feita por um dos alunos contra a Escola, enviada ao CFF (Foto: Cedida)
Certidão do Procon, constante da denúncia feita por um dos alunos contra a Escola, enviada ao CFF (Foto: Cedida)

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