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Marcelo Macedo foi agredido com socos e chutes antes dos tiros (Foto: Reprodução)
Marcelo Macedo foi agredido com socos e chutes antes dos tiros (Foto: Reprodução)

Delegada já identificou três envolvidos em ataque homofóbico em Camaçari

Os três homens envolvidos na tentativa de homicídio contra Marcelo Macedo, 33 anos, ocorrida em Camaçari, no domingo (20), foram identificados. Dois deles se apresentaram na delegacia nesta quarta-feira (23), mas não tiveram os nomes divulgados. O terceiro suspeito ainda não foi localizado.

A titular da 18ª Delegacia de Camaçari, Thais Siqueira, disse que não pode divulgar os detalhes para não atrapalhar a investigação, mas adiantou que o caso está elucidado. Ela não divulgou se os dois homens que se apresentaram hoje permanecem presos ou se foram liberados. Os três foram reconhecidos pelas imagens das câmeras de segurança que funcionava no bar onde houve o crime. A suspeita é de que um deles seja um policial.

Marcelo saiu de casa para encontrar com um paquera, na noite de domingo (20), mas o passeio terminou com ele sendo baleado quatro vezes e socorrido às pressas para o Hospital Geral de Camaçari (HGC). O motivo para tanta violência, segundo testemunhas, foi porque Marcelo beijou o namorado em público, o que deixou três homens que estavam no mesmo local descontrolados.

O crime aconteceu por volta das 23h, em um bar no bairro Inocop, em Camaçari. Segundo os amigos da vítima, Marcelo vai ao local com frequência e, por isso, era para ser mais uma noite comum.

“Ele e o rapaz estão se conhecendo, ainda não são namorados. Eles marcaram de se encontrar no bar e estavam trocando carícias quando os homens que estavam em outra mesa ficaram incomodados”, contou uma amiga da vítima que pediu para não ser identificada.

O ápice do incômodo foi quando Marcelo e o outro rapaz trocaram um beijo. Segundo as testemunhas, os três homens foram até a mesa em que o casal estava e agrediram eles, no começo, verbalmente. Marcelo argumentou que não estava fazendo nada de errado e que tinha direito de estar ali, o que enfureceu ainda mais os bandidos. Os criminosos agrediram os dois com socos e chutes, até que um deles sacou uma arma e baleou a vítima quatro vezes.

“Eu fui injustiçado. Nunca tinha me sentido intimidado, nem agredido fisicamente. Sinto muitas dores, estou todo machucado, mas a dor psicológica é pior do que a física”, contou Marcelo em entrevista ao CORREIO. Apesar da experiência traumática, ele disse que já conversou com o parceiro por telefone, após o ataque. “Não abalou a gente não”, diz, sobre a história que eles estão começando.

As balas acertaram o braço e o abdômen do jovem. Marcelo foi socorrido às pressas para o HGC, onde permanece internado. Ele passou por cirurgia e o quadro de saúde é considerado estável.

O caso de homofobia está sendo investigado pela polícia de Camaçari, e acompanhando pela Comissão de Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), e pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). Na terça-feira, o governador Rui Costa também condenou o ataque.

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