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Diretor Dinaldo Cardoso, 46 anos, exonerado por um erro singelo - comparado a outros cometidos, talvez, por outros sem punição alguma - que cometeu tentando acertar, mas não teve seus argumentos nem o humilde pedido de desculpas aceitos pela prefeitura
Diretor Dinaldo Cardoso, 46 anos, exonerado por um erro singelo - comparado a outros cometidos, talvez, por outros sem punição alguma - que cometeu tentando acertar, mas não teve seus argumentos nem o humilde pedido de desculpas aceitos pela prefeitura

Já se houve dito que “o agente administrativo, como ser humano dotado de capacidade de atuar, deve, necessariamente, distinguir o Bem do Mal, o Honesto do Desonesto”. Em tese, no que tange o conceito da moralidade administrativa, é mesmo isto: um agente administrativo mesmo comum, sabe que ele se encaixa aí perfeitamente. Em alguns casos porem, a entendimento não encontra lugar em não poucos da parte mais alta da pirâmide da administração pública, por exemplo.

O caso do diretor do colégio municipal Anísio Teixeira, em Camaçari, que foi sumariamente demitido, conforme nota que recebemos da prefeitura, por que na última segunda-feira, 24, teve a infeliz ideia de, para não deixar seus alunos sem merendar, já que o gás da cozinha havia o surpreendido, serviu farinha (ou farofa) com salsicha, uma vez que o horário avançava e que a empresa não chegava para a reposição, é um onde, sem tirar nem pôr, se aplica a situação em que alguns dos que olham de cima para baixo não se veem enquadrados, quando o assunto deveria ser o princípio da moralidade administrativa transversal.

Doutra forma, se o diretor, que se humilhou, naturalmente não apenas reconhecendo sua 'falta', mas dando também uma lição a alguns tantos sobre honestidade e cidadania quando se trata da verdade, pedindo desculpas desde às entidades referentes, à coletividade municipal, conforme texto publicado nas redes sociais e em matéria neste portal, foi demitido supostamente “à bem da moralidade e da administração pública”, então como explicar diferente a conduta da prefeitura frente à denúncia que sofreu determinada personagem do alto escalão da gestão, que neste exato momento responde a dois processos, um crime e um civil, se contra esta pessoa nenhuma atitude foi tomada, constando ela ainda (saiu e voltou) nos quadros do governo?

Diz-se de que o “princípio da moralidade administrativa, evidencia-se que tanto os agentes quanto a Administração devem agir conforme os preceitos éticos, já que tal violação implicará em uma transgressão do próprio Direito, o que caracterizará um ato ilícito de modo a gerar a conduta viciada em uma conduta invalidada”, onde cabe a pergunta sobre o que seria isso, com a demissão do diretor em questão, por causa dum ato falho, e a efetiva manutenção duma pessoa denunciada, com denuncia aceita pela Justiça, com processo em curso, sob graves acusações, nos quadros da administração, com todo escândalo em que a cidade se viu envolvida, já que o suposto pretexto da demissão do moço foi “dar exemplo”, senão que quem assim decidiu prevaricou com o tal do exemplo?

Há de se registrar ainda o episódio envolvendo a própria secretaria de Educação do município, que, somente depois de denunciada por um veículo local, embasado por documentos do TCM, sobre que vinha recebendo dois salários, um de mais de nove mil reais, da prefeitura de Salvador, onde é funcionaria efetiva, e outro de mais de quinze mil reais da prefeitura de Camaçari, quando se é sabido que um corpo não é capaz de ocupar dois lugares ao mesmo tempo, é que se ouviu que “o dinheiro seria devolvido”. E se não houvesse a denúncia, seria? Somente uma pergunta. Ainda que um “Processo de Cooperação Técnica” tenha sido alegado, o dinheiro do serviço que não era prestado não estava sendo (quando a bem da moral deveria ter sido) dispensado. Não, ele vinha somando mês a mês na conta da secretária, e nem uma nota foi dada sobre esse e tão pouco sobre o primeiro caso. Seguindo as duas, firmes, na gestão. Mas a prefeitura se engasgou com um punhado de farinha com salsicha. 

Não faz muito tempo um funcionário destacado do setor de Comunicação, o jornalista Henrique da Mata, ao ligar para o diretor deste jornal, dizendo que o prefeito Elinaldo estava nos convidando para participar duma reunião com outros veículos, ouviu como resposta que não compareceríamos pois “não acreditamos nesta gestão; agradeça a ele, mas diga que ele fez muito mal muitas das escolhas que fez. A bem da cidade tomara que estejamos errados. Contudo ele está convidado para um café, onde conversaremos melhor” (se ele não recebeu o recado na época está recebendo agora), e se fizer o paralelo que envolve a situação dos três primeiros personagens deste editorial, o nobre jornalista agora entenderá por que ouviu que não se trata este dum governo justo. E tomara que seja apenas falta de orientação adequada, e não seja o próprio gestor, o a ser injusto nas decisões.

Diretamente não temos nada contra a pessoa civil da denunciada juridicamente que continua nos quadros da gestão, que ainda não foi julgada, constando apenas como ré em um dos processos e no outro ainda aguarda julgamento do recurso do Ministério Público (MP), como também não da secretaria. O registro é apenas por entendermos extrema a atitude da prefeitura frente às três questões. Todos querem perdão, já perdoar...

Entretanto, levando em conta a falta de compaixão que se viu para com este homem, não há como não abordar determinada passagem bíblica, para quem crê, se considerado a complacência usada para com as moças e que o indivíduo mesmo pedindo perdão a toda a cidade, não houve para com ele a menor piedade. No evangelho do apóstolo João, no capitulo 8 dos versos 1 a 11, vê-se Jesus dizer sobre certa mulher, a uma multidão que queria apedrejá-la por determinado CRIME (não por ter dado salsicha com farinha a ninguém), que “aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra”.  Onde todos, a Bíblia diz que ABSOLUTAMENTE TODOS, confrontados com suas consciências, se retiraram sem fazer mal qualquer àquela mulher. O que não se viu em Camaçari: é um governo feito de santos!

E no frigir dos ovos, a conclusão deste portal é que o prefeito perdeu a oportunidade – mas ainda está em tempo de se redimir – de, num vídeo onde o moço pedia perdão ao povo e ao governo por sua falha, quem sabe sendo punido com um afastamento temporário, uma falta, talvez, a título de dar “uma resposta” política à comunidade, com o ilustríssimo o perdoando de público, onde mostrar-se-ia a toda cidade que há sim humanidade na sua gestão. Assim fazem os que tem a justiça de Deus no coração, nos pés, e nas mãos.

Veja também:

Antonio Franco Nogueira, "O prefeito e o rei"

 

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