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'Tudo que tenho e sou, sou e adquiri com esses animais', diz Zulmira para justificar a origem de tanto carinho com o bicho
'Tudo que tenho e sou, sou e adquiri com esses animais', diz Zulmira para justificar a origem de tanto carinho com o bicho

Depois de agonizar por meses, abandonado pelo dono, com um ferimento de fazer dó no focinho, e de quase ser morto gratuitamente, ou “eutanasiado” pela política insensível do governo municipal, provavelmente, sem necessidade alguma, já se encontra em boas mãos e sendo tratado o cavalo que ‘pastava’ no Inoocop apodrecendo vivo na cara da prefeitura.

Recolhido pela Superintendência de Transito e Transportes (STT), depois dos apelos da ativista Natália Vieira, presidente da ONG Grupo de Apoio e Proteção Animal (GAPAR) ao ver que a manifestação nas redes sociais não surtia efeito algum, e encaminhado ao setor de Zoonoses, onde a ativista teria sido avisada que o animal, com características de que era usado como tração de carroças, seria imediatamente eutanasiado, o cavalo foi resgatado do setor no mesmo dia “para evitar sua morte desnecessária”, conforme disse Vieira ao Camaçari Fatos e Fotos (CFF).

Informada pela diretora de um site local, que não quer ser identificada, Zulmira Sena, personagem camaçariense muito conhecida no município pelo amor que tem pelos equinos, tendo “criado os dentes” entre esses bichos como é de conhecimento da cidade, disse ao CFF que “ao ver o vídeo que Fabiana me mandou, minha alma se inquietou: eu nunca na minha vida vi um animal naquelas condições. Jamais eu seria indiferente a uma coisa daquela, e acolhi”.

Apolítica, quando o assunto são seus bichos, ao ser perguntada se queria que fosse feito algum apelo por ajuda, para não ser mau interpretada Zulmira foi enfática: “De jeito nenhum. Eu acolhi por que quero tentar salvar a vida do animal pelo prazer de vê-lo bem. Somente por isso. Eu terei que fazer uma série de exames e precisarei de material de curativos sim, mas serei eu a custear isso, e é isso que vou fazer com todo prazer; por favor não faça qualquer tipo de apelo e muito menos gostaria de ver alguém usar politicamente a situação”.

Zulmira, que afirmou que não deixou o setor sem que antes estivesse com o documento de doação em mãos, disse que saiu da Zoonoses já noite na sexta-feira, 20, mesmo dia que o animal deu entrada, e certamente também morreria, e ao descarregá-lo, onde ela não revela por “razões óbvias”, como disse, já iniciou os cuidados devido ao mau cheiro insuportável. “Gente, o cavalo tinha bicho até no pênis. O pênis estava apodrecido, com necrose em quase todo ele. No focinho eu tive de tirar os bichos com uma pinça de tão profundos. Pra evitar as moscas desenvolvi uma tela e apliquei sobre a ferida; animal já está tomando antibióticos; estou fazendo curativos três vezes por dia. Agora ele está melhor. Já está até com outro olhar”, afirmou.

Fica agora a torcida das almas que se condoeram com a situação do bicho, o que não se aplica ao governo, conforme é percebido que “prefeitura não tem alma”, agravado pelo tempo que o animal perambulou na cara das autoridades tecnicamente competentes sem que nada fosse feito antes de a situação chegar a esse extremo, para que a moça, com o dom divino que tem, tenha sucesso no seu intento. No demais, a quem couber e para o que crê, resta meditar no que se lê nas escrituras sagradas, onde se registra que "cada um dará contas a Deus pelo que fez por meio do corpo, se bem ou se mal".

O animal estava com o penis apodrecendo cheio de bicho
O animal estava com o penis apodrecendo cheio de bicho

Zumira desenvolveu uma máscara com uma tela para evitar que incetos pousassem e transmitissem novos parasitas no ferimento do animal
Zumira desenvolveu uma máscara com uma tela para evitar que incetos pousassem e transmitissem novos parasitas no ferimento do animal

Imagem do dia seguinte ao resgate do animal na 'Zoonose' onde seria morto
Imagem do dia seguinte ao resgate do animal na 'Zoonose' onde seria morto

O animal já expressa um olha diferente de quando pastava diante do olhar indiferente do governo
O animal já expressa um olha diferente de quando pastava diante do olhar indiferente do governo

Apolítica, quando o assunto são seu bichos, ao ser perguntada se queria que fosse feito algum apelo por ajuda, Zulmira foi enfática: 'De jeito nenhum'.
Apolítica, quando o assunto são seu bichos, ao ser perguntada se queria que fosse feito algum apelo por ajuda, Zulmira foi enfática: 'De jeito nenhum'.

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