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'Aves e suínos em caminhões estão sem comer há mais de 50 horas';  'Alguns bichos estão morrendo e há um risco elevado de canibalização';  'Greve dos caminhoneiros faz produtores sacrificarem pintinhos por falta de ração';  'Não há comida. É melhor sacrificar do que deixar sofrer'.  As manchetes acima foram colhidas durante a paralisação dos caminhoneiros, que iniciou em todo o país no final do mês de maio. Mesmo que na data da publicação dessa coluna a paralisação já tenha terminado ou, pelo menos, os caminhões que transportam animais já transitem livremente pelas estradas, as consequências já se fizeram sentir.  Não serão abordadas aqui as decisões políticas que há muito priorizaram o transporte rodoviário, deixando o país dependente dos caminhões, nem avaliados os motivos da paralisação dos caminhoneiros.  O que será enfocado, nesse momento, apesar de muitas outras implicações – como falta de alimentos, remédios e combustíveis –, é o bem-estar e a vida de milhões de animais atingidos diretamente pelo movimento.  O bem-estar dos animais de produção se tornou uma grande preocupação científica e social devido à sua importância e abrangência no mundo todo. Um marco foi a publicação na Inglaterra, em 1964, do livro Animal Machines, da veterinária e jornalista Ruth Harrison.  No livro, Harrison mostrou as péssimas condições e os maus-tratos a que os animais de produção eram submetidos. Os britânicos puderam encarar, pela primeira vez, como eram criados os animais que davam origem ao alimento que chegava às suas mesas.  Essa obra chocou o público e provocou a criação de um comitê para investigar o assunto, liderado pelo pesquisador Francis Brambell. Em 1965 foram divulgadas as conclusões do relatório, que demonstrava a situação dos animais de criação na Inglaterra: boa parte deles vivia em espaços insuficientes para que pudessem se deitar, virar, esticar os membros ou cuidar de seu próprio corpo de acordo com os hábitos que naturalmente apresentam na natureza.  Essas constatações levaram à criação do Farm Animal Welfare Council (FAWC) (Conselho do Bem-estar dos Animais de Fazenda). Em 1979 esse órgão publicou um documento com os princípios que hoje norteiam as boas práticas de bem-estar animal e a legislação relativa ao assunto.  Bem-estar animal significa como um animal está lidando com as condições em que vive. Um animal está em bom estado de bem-estar se é saudável, está confortável, bem nutrido, seguro, capaz de expressar seu comportamento inato e se não estiver sofrendo dor, medo e angústia.  Um bom bem-estar animal requer prevenção de doenças e tratamento, abrigo apropriado e nutrição, além de manejo e abate sem sofrimentos evitáveis. O Farm Animal Welfare Council instituiu as Cinco Liberdades (Five Freedoms), aceitas até hoje como uma descrição geral de bem-estar animal.  De acordo com as cinco liberdades os animais devem estar:  1. Livres de fome, sede e desnutrição: os animais devem ter acesso à água e a alimento adequados para manter sua saúde e vigor.  2. Livres de desconforto: o ambiente em que vivem deve ser apropriado a cada espécie, com condições de abrigo e descanso.  3. Livres de dor, ferimentos e doenças: os responsáveis pela criação devem garantir prevenção, rápido diagnóstico e tratamento aos animais.  4. Livres para expressar seu comportamento: os animais devem ter a liberdade para se comportar naturalmente, o que exige espaço suficiente, instalações adequadas e a companhia da sua própria espécie.  5. Livres de medo e estresse: o sofrimento psicológico também precisa ser evitado. Os animais não devem ser submetidos a condições que os levem a sentir medo ou estresse, por exemplo.  Fica evidente, diante das condições às quais muitos animais estão submetidos em decorrência da paralisação dos caminhoneiros, que não são respeitadas as Cinco Liberdades citadas acima. Tanto aqueles trancados por dias dentro das carrocerias, nas rodovias, como os que estão nas fazendas ou granjas sofrem os efeitos da paralisação.  Segundo notícias, caminhões carregados com aves, bovinos e suínos estão parados nos bloqueios dos caminhoneiros em todas as regiões do país, com os animais enfrentando situações de fome, sede, sofrimento físico e estresse.  A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) alerta que há casos de animais que ficaram sem alimentação por mais de 50 horas e que cerca de um bilhão de aves e 20 milhões de suínos podem morrer devido à falta de ração. A entidade pede que o movimento dos caminhoneiros cumpra a promessa de liberar o transporte de animais e rações em todos os bloqueios. No dia 25 de maio, a entidade assim se manifestou:  Caminhões com carga viva não são autorizados a transitar. A situação mais grave está no trânsito de ração, que está sendo impedido.  A ativista pela causa dos animais, Luisa Mell, publicou um pedido no seu Instagram para que os caminhoneiros parados nas estradas alimentem os animais que estão presos nos caminhões de carga. Conclui-se, portanto, que não basta estarem destinados ao abate. O sofrimento já lhes é imposto bem antes.  Além disso, com o racionamento de ração em função dos protestos nas rodovias, os animais das indústrias de frango e suínos devem ser sacrificados antes do período de abate (abate sanitário). As empresas não estão conseguindo levar alimento aos animais, que já começam a morrer e praticar canibalismo.  Cerca de 10 mil galinhas vivas foram distribuídas à população em Vitória, Espírito Santo, na tarde de sábado (26/5), devido à falta de ração ocasionada pela paralisação dos caminhoneiros. Outra empresa, de produção de ovos, localizada no interior do Rio Grande do Sul, até o fechamento desta coluna estava distribuindo 150 mil animais para a população em geral por não ter condições de alimentá-los pelo mesmo motivo.  https://www.youtube.com/watch?v=BJbvv0AUexs  Cabe salientar que a imagem abaixo não é referente à paralisação dos caminhoneiros. Mas é geralmente esse o estado dos animais transportados para o abate. Machucados, sofrendo no transporte até chegar ao abatedouro, numa clara violação aos princípios de bem-estar.
'Aves e suínos em caminhões estão sem comer há mais de 50 horas'; 'Alguns bichos estão morrendo e há um risco elevado de canibalização'; 'Greve dos caminhoneiros faz produtores sacrificarem pintinhos por falta de ração'; 'Não há comida. É melhor sacrificar do que deixar sofrer'. As manchetes acima foram colhidas durante a paralisação dos caminhoneiros, que iniciou em todo o país no final do mês de maio. Mesmo que na data da publicação dessa coluna a paralisação já tenha terminado ou, pelo menos, os caminhões que transportam animais já transitem livremente pelas estradas, as consequências já se fizeram sentir. Não serão abordadas aqui as decisões políticas que há muito priorizaram o transporte rodoviário, deixando o país dependente dos caminhões, nem avaliados os motivos da paralisação dos caminhoneiros. O que será enfocado, nesse momento, apesar de muitas outras implicações – como falta de alimentos, remédios e combustíveis –, é o bem-estar e a vida de milhões de animais atingidos diretamente pelo movimento. O bem-estar dos animais de produção se tornou uma grande preocupação científica e social devido à sua importância e abrangência no mundo todo. Um marco foi a publicação na Inglaterra, em 1964, do livro Animal Machines, da veterinária e jornalista Ruth Harrison. No livro, Harrison mostrou as péssimas condições e os maus-tratos a que os animais de produção eram submetidos. Os britânicos puderam encarar, pela primeira vez, como eram criados os animais que davam origem ao alimento que chegava às suas mesas. Essa obra chocou o público e provocou a criação de um comitê para investigar o assunto, liderado pelo pesquisador Francis Brambell. Em 1965 foram divulgadas as conclusões do relatório, que demonstrava a situação dos animais de criação na Inglaterra: boa parte deles vivia em espaços insuficientes para que pudessem se deitar, virar, esticar os membros ou cuidar de seu próprio corpo de acordo com os hábitos que naturalmente apresentam na natureza. Essas constatações levaram à criação do Farm Animal Welfare Council (FAWC) (Conselho do Bem-estar dos Animais de Fazenda). Em 1979 esse órgão publicou um documento com os princípios que hoje norteiam as boas práticas de bem-estar animal e a legislação relativa ao assunto. Bem-estar animal significa como um animal está lidando com as condições em que vive. Um animal está em bom estado de bem-estar se é saudável, está confortável, bem nutrido, seguro, capaz de expressar seu comportamento inato e se não estiver sofrendo dor, medo e angústia. Um bom bem-estar animal requer prevenção de doenças e tratamento, abrigo apropriado e nutrição, além de manejo e abate sem sofrimentos evitáveis. O Farm Animal Welfare Council instituiu as Cinco Liberdades (Five Freedoms), aceitas até hoje como uma descrição geral de bem-estar animal. De acordo com as cinco liberdades os animais devem estar: 1. Livres de fome, sede e desnutrição: os animais devem ter acesso à água e a alimento adequados para manter sua saúde e vigor. 2. Livres de desconforto: o ambiente em que vivem deve ser apropriado a cada espécie, com condições de abrigo e descanso. 3. Livres de dor, ferimentos e doenças: os responsáveis pela criação devem garantir prevenção, rápido diagnóstico e tratamento aos animais. 4. Livres para expressar seu comportamento: os animais devem ter a liberdade para se comportar naturalmente, o que exige espaço suficiente, instalações adequadas e a companhia da sua própria espécie. 5. Livres de medo e estresse: o sofrimento psicológico também precisa ser evitado. Os animais não devem ser submetidos a condições que os levem a sentir medo ou estresse, por exemplo. Fica evidente, diante das condições às quais muitos animais estão submetidos em decorrência da paralisação dos caminhoneiros, que não são respeitadas as Cinco Liberdades citadas acima. Tanto aqueles trancados por dias dentro das carrocerias, nas rodovias, como os que estão nas fazendas ou granjas sofrem os efeitos da paralisação. Segundo notícias, caminhões carregados com aves, bovinos e suínos estão parados nos bloqueios dos caminhoneiros em todas as regiões do país, com os animais enfrentando situações de fome, sede, sofrimento físico e estresse. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) alerta que há casos de animais que ficaram sem alimentação por mais de 50 horas e que cerca de um bilhão de aves e 20 milhões de suínos podem morrer devido à falta de ração. A entidade pede que o movimento dos caminhoneiros cumpra a promessa de liberar o transporte de animais e rações em todos os bloqueios. No dia 25 de maio, a entidade assim se manifestou: Caminhões com carga viva não são autorizados a transitar. A situação mais grave está no trânsito de ração, que está sendo impedido. A ativista pela causa dos animais, Luisa Mell, publicou um pedido no seu Instagram para que os caminhoneiros parados nas estradas alimentem os animais que estão presos nos caminhões de carga. Conclui-se, portanto, que não basta estarem destinados ao abate. O sofrimento já lhes é imposto bem antes. Além disso, com o racionamento de ração em função dos protestos nas rodovias, os animais das indústrias de frango e suínos devem ser sacrificados antes do período de abate (abate sanitário). As empresas não estão conseguindo levar alimento aos animais, que já começam a morrer e praticar canibalismo. Cerca de 10 mil galinhas vivas foram distribuídas à população em Vitória, Espírito Santo, na tarde de sábado (26/5), devido à falta de ração ocasionada pela paralisação dos caminhoneiros. Outra empresa, de produção de ovos, localizada no interior do Rio Grande do Sul, até o fechamento desta coluna estava distribuindo 150 mil animais para a população em geral por não ter condições de alimentá-los pelo mesmo motivo. https://www.youtube.com/watch?v=BJbvv0AUexs Cabe salientar que a imagem abaixo não é referente à paralisação dos caminhoneiros. Mas é geralmente esse o estado dos animais transportados para o abate. Machucados, sofrendo no transporte até chegar ao abatedouro, numa clara violação aos princípios de bem-estar.

O texto à baixo, deveras desconcertante, foi escrito há alguns dias, mas o tratamento dispensado aos 'personagens centrais' envolvidos nele, porém, por ser tão atual e recorrente e em muito tocar ao minimamente sensível à causa, trás o Camaçari Fatos e Fotos (CFF) a destacá-lo nesta data. Acompanhe:

"Aves e suínos em caminhões estão sem comer há mais de 50 horas";

"Alguns bichos estão morrendo e há um risco elevado de canibalização";

"Greve dos caminhoneiros faz produtores sacrificarem pintinhos por falta de ração";

"Não há comida. É melhor sacrificar do que deixar sofrer".

As manchetes acima foram colhidas durante a paralisação dos caminhoneiros, que iniciou em todo o país no final do mês de maio. Mesmo que na data da publicação dessa coluna a paralisação já tenha terminado ou, pelo menos, os caminhões que transportam animais já transitem livremente pelas estradas, as consequências já se fizeram sentir.

Não serão abordadas aqui as decisões políticas que há muito priorizaram o transporte rodoviário, deixando o país dependente dos caminhões, nem avaliados os motivos da paralisação dos caminhoneiros.

O que será enfocado, nesse momento, apesar de muitas outras implicações – como falta de alimentos, remédios e combustíveis –, é o bem-estar e a vida de milhões de animais atingidos diretamente pelo movimento.

O bem-estar dos animais de produção se tornou uma grande preocupação científica e social devido à sua importância e abrangência no mundo todo. Um marco foi a publicação na Inglaterra, em 1964, do livro Animal Machines, da veterinária e jornalista Ruth Harrison.

No livro, Harrison mostrou as péssimas condições e os maus-tratos a que os animais de produção eram submetidos. Os britânicos puderam encarar, pela primeira vez, como eram criados os animais que davam origem ao alimento que chegava às suas mesas.

Essa obra chocou o público e provocou a criação de um comitê para investigar o assunto, liderado pelo pesquisador Francis Brambell. Em 1965 foram divulgadas as conclusões do relatório, que demonstrava a situação dos animais de criação na Inglaterra: boa parte deles vivia em espaços insuficientes para que pudessem se deitar, virar, esticar os membros ou cuidar de seu próprio corpo de acordo com os hábitos que naturalmente apresentam na natureza.

Essas constatações levaram à criação do Farm Animal Welfare Council (FAWC) (Conselho do Bem-estar dos Animais de Fazenda). Em 1979 esse órgão publicou um documento com os princípios que hoje norteiam as boas práticas de bem-estar animal e a legislação relativa ao assunto.

Bem-estar animal significa como um animal está lidando com as condições em que vive. Um animal está em bom estado de bem-estar se é saudável, está confortável, bem nutrido, seguro, capaz de expressar seu comportamento inato e se não estiver sofrendo dor, medo e angústia.

Um bom bem-estar animal requer prevenção de doenças e tratamento, abrigo apropriado e nutrição, além de manejo e abate sem sofrimentos evitáveis. O Farm Animal Welfare Council instituiu as Cinco Liberdades (Five Freedoms), aceitas até hoje como uma descrição geral de bem-estar animal.

De acordo com as cinco liberdades os animais devem estar:

1. Livres de fome, sede e desnutrição: os animais devem ter acesso à água e a alimento adequados para manter sua saúde e vigor.

2. Livres de desconforto: o ambiente em que vivem deve ser apropriado a cada espécie, com condições de abrigo e descanso.

3. Livres de dor, ferimentos e doenças: os responsáveis pela criação devem garantir prevenção, rápido diagnóstico e tratamento aos animais.

4. Livres para expressar seu comportamento: os animais devem ter a liberdade para se comportar naturalmente, o que exige espaço suficiente, instalações adequadas e a companhia da sua própria espécie.

5. Livres de medo e estresse: o sofrimento psicológico também precisa ser evitado. Os animais não devem ser submetidos a condições que os levem a sentir medo ou estresse, por exemplo.

Fica evidente, diante das condições às quais muitos animais estão submetidos em decorrência da paralisação dos caminhoneiros, que não são respeitadas as Cinco Liberdades citadas acima. Tanto aqueles trancados por dias dentro das carrocerias, nas rodovias, como os que estão nas fazendas ou granjas sofrem os efeitos da paralisação.

Segundo notícias, caminhões carregados com aves, bovinos e suínos estão parados nos bloqueios dos caminhoneiros em todas as regiões do país, com os animais enfrentando situações de fome, sede, sofrimento físico e estresse.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) alerta que há casos de animais que ficaram sem alimentação por mais de 50 horas e que cerca de um bilhão de aves e 20 milhões de suínos podem morrer devido à falta de ração. A entidade pede que o movimento dos caminhoneiros cumpra a promessa de liberar o transporte de animais e rações em todos os bloqueios. No dia 25 de maio, a entidade assim se manifestou:

Caminhões com carga viva não são autorizados a transitar. A situação mais grave está no trânsito de ração, que está sendo impedido.

A ativista pela causa dos animais, Luisa Mell, publicou um pedido no seu Instagram para que os caminhoneiros parados nas estradas alimentem os animais que estão presos nos caminhões de carga. Conclui-se, portanto, que não basta estarem destinados ao abate. O sofrimento já lhes é imposto bem antes.

Além disso, com o racionamento de ração em função dos protestos nas rodovias, os animais das indústrias de frango e suínos devem ser sacrificados antes do período de abate (abate sanitário). As empresas não estão conseguindo levar alimento aos animais, que já começam a morrer e praticar canibalismo.

Conforme o vídeo à baixo, cerca de 10 mil galinhas vivas foram distribuídas à população em Vitória, Espírito Santo, na tarde de sábado (26/5), devido à falta de ração ocasionada pela paralisação dos caminhoneiros. Outra empresa, de produção de ovos, localizada no interior do Rio Grande do Sul, até o fechamento desta coluna estava distribuindo 150 mil animais para a população em geral por não ter condições de alimentá-los pelo mesmo motivo.

Vídeo

Cabe salientar que a imagem abaixo não é referente à paralisação dos caminhoneiros. Mas é geralmente esse o estado dos animais transportados para o abate. Machucados, sofrendo no transporte até chegar ao abatedouro, numa clara violação aos princípios de bem-estar.

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