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Policial militar Laércio Sacramento, acusado de agredir um jovem negro e insultá-lo por causa do seu penteado black power (Foto: Reprodução)
Policial militar Laércio Sacramento, acusado de agredir um jovem negro e insultá-lo por causa do seu penteado black power (Foto: Reprodução)

Advogado afirma que vídeo completo da abordagem corrobora com a posição da defesa

A defesa do policial militar Laércio Sacramento, acusado de agredir um jovem negro e insultá-lo por causa do seu penteado black power, afirma que o policial não cometeu crime de racismo ou injúria racial ao abordar a vítima. O caso aconteceu no dia 2 de fevereiro, em Paripe.

O advogado do PM, Dinoemerson Nascimento, afirma que existe um vídeo completo da abordagem policial que demonstra que a ação não foi racista. De acordo com ele, um morador da região foi responsável pela gravação completa do ocorrido. As imagens, no entanto, não foram divulgadas pela defesa.

Em conversa com a imprensa, o advogado afirma ainda não ter sido notificado da abertura do processo administrativo contra o seu cliente.

“Laércio em momento algum cometeu crime de racismo e isso vai ser provado se houver algum processo criminal administrativo”, pontua a defesa.

Ainda de acordo com o advogado, a versão dada por Laércio vai ser apresentada durante o processo administrativo, caso ele venha a existir. “Não tenho como dizer a justificativa para o que é possível observar no vídeo, isso vamos discutir em um eventual processo. O mérito só será discutido no processo”, diz.

Sem informar qual é a explicação ou o posicionamento do policial quanto a ação que aparece no vídeo, o advogado afirma que o caso é apenas um fragmento de toda uma noite de trabalho. A defesa aponta que a abordagem ocorreu pois um carro estava atravessado na rua em que foi realizada a abordagem e havia acabado de ocorrer um tiroteio na região.

“No momento da abordagem, Laércio estava com um negro baleado no carro, que ele estava prestando socorro após uma troca de tiro”, ressalta a defesa ao comentar a atuação do policial. O baleado deve compor a lista de testemunhas do caso.

A Polícia Militar não confirma a versão do advogado. Em nota, a corporação apenas informou que “os fatos serão elucidados conforme o andamento do Inquérito Policial Militar, que está em curso.

Em defesa do seu cliente, Nascimento ressalta que o policial não só não possui processos administrativos abertos contra ele, mas também já recebeu vários elogios durante a carreira de aproximadamente seis anos da Polícia Militar. O policial integra a 19ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em Paripe. Ações em que Laércio ajudou negros também são mencionadas pelo advogado. O policial militar é negro, assim como o jovem que aparece no vídeo.

O policial foi apresentado ao departamento psicológico da Polícia Militar logo após o ocorrido, informa a defesa. De acordo com Nascimento, Laércio está abalado psicologicamente com a repercussão dos fatos.

“Ele está abalado com a forma que estão interpretando os fatos, chamando ele de racista. Meu cliente não está saindo nas ruas devido ao assédio por um fato que ele não cometeu”, defende Nascimento.

Sobre as ameaças sofridas pelo jovem que filmou a agressão, o advogado afirma que estas não partem do seu cliente. “Aconselho que quem diz ser ameaçado se dirija a autoridade policial para isso ser investigado”, indica.

O advogado ainda critica a resposta do governador Rui Costa e do comandante-geral da PM, Anselmo Brandão, ao caso. De acordo com ele, ambos estão passando por cima da presunção de inocência ao comentar o fato e, por isso, cometem abuso de poder.

“O comandante-geral bem como o governador são agentes públicos e estão antecipando a reprimenda de um policial que sequer foi instaurado processo em desfavor dele. Ao momento que eles vão a imprensa, antecipam a decisão e culpabilizam o policial, eles cometem crime de abuso de autoridade”, afirma. “Vamos aguardar as autoridades e ver o que vai acontecer em desfavor do governador e o comandante. Provavelmente eles serão arrolados como testemunhas”, concluiu.

Ameaça
Vídeo gravado no dia 2 de fevereiro mostra uma abordagem policial que terminou em agressão a um jovem negro de 16 anos. O caso ocorreu no bairro de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Após o caso, o Policial Militar foi afastado das ruas. O rapaz agredido afirmou que deseja "cortar o cabelo agora" por conta do trauma e da possibilidade de o PM reconhecê-lo e fazer algo pior após a repercussão do caso.

O adolescente compareceu ao Comando-Geral da Polícia Militar, no Quartel do Largo dos Aflitos na manhã do dia 5 de fevereiro para receber um pedido de desculpas da corporação.

O rapaz responsável pela gravação das imagens sofreu ameaças indiretas após fazer o vídeo e passou a integrar o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), de acordo com o Coletivo de Entidades Negras (CEN).

Em respostas aos atos, o movimento negro protestou em frente ao Quartel dos Aflitos na última sexta-feira (7).

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