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A vendedora Karol Ferro, 23 anos, que estava a caminho do trabalho, teve a perna presa por cerca de dez minutos, segundo a Polícia Civil (Foto: Reprodução)
A vendedora Karol Ferro, 23 anos, que estava a caminho do trabalho, teve a perna presa por cerca de dez minutos, segundo a Polícia Civil (Foto: Reprodução)

Rodoviário prestou depoimento nesta sexta-feira (26)

O motorista Carlos Magno Ribeiro, suspeito de prender a perna de uma passageira à porta de um ônibus do Consórcio Integra, há duas semanas, no bairro da Barra, em Salvador, afirmou à Polícia Civil que não teve a intenção de machucar a vítima. A vendedora Karol Ferro, 23 anos, que estava a caminho do trabalho, teve a perna presa por cerca de dez minutos, segundo a Polícia Civil.

Em depoimento prestado na 14ª Delegacia (Barra), nesta sexta-feira (26), Carlos disse que, após se negar a parar o ônibus fora do ponto, Karol se direcionou à parte traseira, chutou a porta do coletivo e, por isso, prendeu a perna. O motorista confirmou, no entanto, que não acionou o botão de abertura do veículo, nº 10768, que faz a linha Pituba-Campo Grande R2.

"Eu falei: 'não vou abrir aqui, porque não é ponto e a empresa não permite que a gente abra fora. Eu achei melhor não abrir, pra ela não cair e causar um problema maior", disse Carlos, em entrevista à TV Bahia, após depoimento de uma hora e meia.

Carlos está afastado e qualquer decisão, de acordo com o gerente de atendimento ao usuário da Integra, Cláudio Malamut, será tomada apenas quando a polícia concluir o caso.

Responsável pelas investigações, a delegada Carmen Dolores acredita, no entanto, que Carlos tinha que ter aberto a porta para Karol.

"A manutenção dele quanto à perna da moça presa, eu não entendo. Acho que ele tinha que ter aberto a porta porque aquilo, sim, poderia ter causado um dano maior", afirmou a delegada ao CORREIO.

Lesão leve
De acordo com a delegada, o caso é configurado como um "crime de menor potencial ofensivo", ou seja, lesão corporal e, portanto, não cabe inquérito.

"Ele diz que a vítima é que chutou a porta. Eu estou aguardando as imagens para encaminhar, e a Justiça vai decidir, mas, do meu ponto de vista, ele deveria ter aberto (a porta)", salientou Carmen, acrescentando que Carlos vai responder a um Termo Circunstanciado (TC).

Após análise, tanto do exame de corpo de delito feito na vítima, quanto das imagens do coletivo, a Justiça vai decidir se o motorista vai ser julgado pelo Código Penal ou pelo Código de Trânsito.

"Ele poderia ter ligado o pisca alerta e parado o veículo, só ele tinha como fazer isso, já que o botão fica sob sua responsabilidade. Se for julgado pelo Código Penal, a pena varia de três meses a um ano. Já pelo Código de Trânsito, vai variar de seis meses a dois anos de prisão, mais suspensão da carteira ou possibilidade de perder o direito de dirigir", concluiu a delegada.

O caso

Em entrevista ao CORREIO, a jovem disse ter sofrido arranhões e hematomas, mas comentou que não passou por exames em hospital. Mesmo desesperada com o episódio, Karol conseguiu filmar a cena desde o momento em que o condutor prendeu a perna dela, na altura do Morro do Cristo, até o local do desembarque, três pontos seguintes ao dela, já na Rua Marquês de Caravelas, próximo à Associação Atlética da Bahia.

Como mostram as imagens, mesmo a jovem pedindo para o condutor abrir a porta do ônibus, ele se negava e dizia que “só iria abrir quando quisesse”. “Não sei o que levou ele a fazer isso comigo”, disse Karol à reportagem.

Carlos também chegou a gravar um vídeo, onde aparece dizendo que a mulher queria que ele parasse fora do ponto de ônibus.

Segundo a Semob, o Serviço de Transporte Coletivo por Ônibus (STCO) é regido por um Regulamento Operacional, aprovado pelo Decreto Municipal 25.966/2015, que estabelece um conjunto de condutas e práticas que devem ser seguidas pelas concessionárias e seus prepostos e que norteiam a ação da fiscalização da Semob.

“O regulamento prevê que o usuário deve ser tratado com urbanidade e respeito e que tem o direito à prestação do serviço de forma adequada e segura (art. 5, incisos I e V). Sendo assim, confirmada a ocorrência de infração de transporte, é lavrado contra a concessionária auto de infração, cuja multa perfaz o valor de 30 vezes o valor da tarifa vigente”, explica a assessoria da Semob, em nota.

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