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Bahia

Imagine mais de meio milhão de reais destruído por duas máquinas pesadas. Foi o que aconteceu, nesta segunda (7) pela manhã, quando a  Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) fez ecoar o som de um trator e um rolo compressor, que entraram em atividade para destruir cerca de três mil fontes sonoras apreendidas em operações conjuntas da autarquia e polícias Civil e Militar, entre outros órgãos. Vale lembrar que quem for pego com som alto, vai para a delegacia. Poluição sonora é crime.

Os equipamentos confiscados em ações de combate à poluição sonora, segundo a Sucom, estão avaliados em R$ 500 mil. Toda a aparelhagem foi retirada de circulação entre janeiro do ano passado e deste ano. Servidores usaram marretas para destruir o que não foi destroçado pelas máquinas. Do início de 2012 até sexta passada, a Sucom já recebeu 25.608 queixas e apreendeu 1.516 equipamentos. Em 2011, foram 68,3 mil reclamações.

No ranking dos dez bairros mais barulhentos está São Caetano com 621 registros. No retrovisor aparecem Liberdade (615) e Uruguai (599), na Cidade Baixa. Itapuã (594) e Pituba (500), que já figuraram como regiões do barulho, aparecem nas 4ª e 8ª posições, respectivamente.

“A intensificação das operações tem feito com que a população se conscientize e, aparentemente, há uma migração para outras áreas da cidade”, avalia o titular da Sucom, superintendente Cláudio Silva. “Lamentavelmente, temos vivido esse problema, que é uma questão de educação, saúde e segurança pública”, comenta. Silva afirma, no entanto, que o número de reclamações caiu 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

O secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, que participou da programação do Dia Municipal Contra a Poluição Sonora ontem, destaca os resultados das operações conjuntas batizadas de “Silere” (verbo em latim que pode ser traduzido como a atividade de permanecer em silêncio).

“A poluição sonora é um vetor do crime porque está ligada ao consumo de bebidas alcoólicas e entorpecentes. Estamos trabalhando de forma preventiva para reduzir a criminalidade e essa parceria será mantida. Em um mês, retiramos 400 equipamentos de som das ruas”, ressalta.

Barbosa lembra que a poluição sonora pode dar cadeia para quem for reincidente. “Está na lei de crimes ambientais e os donos são conduzidos para a delegacia, onde é lavrado termo circunstanciado. É crime de menor potencial ofensivo, mas caso a pessoa incorra na prática, ela pode ser presa”, explica o secretário. Não há registros de cidadãos cumprindo pena por esse crime.

Por faixa etária, segundo a Sucom, a maioria dos infratores (47%) tem entre 26 e 35 anos, e 36 a 45 anos (24%). No estudo da autarquia, 89% dos infratores são do sexo masculino. A principal fonte poluidora continua sendo os automóveis, com 47% das reclamações. As residências (22%), e os bares, restaurantes e boates (11,9%) aparecem na sequência.

Aos fanfarrões que perturbam nos buzus com celulares e rádios, a Sucom adverte: “Os motoristas estão orientados a parar e pedir apoio nosso e da polícia para que os aparelhos sejam recolhidos”, avisa o superintendente.

Segundo Cláudio Silva, os equipamentos apreendidos podem ser resgatados pelos proprietários mediante pagamento de multa. Entretanto, a procura para reaver os aparelhos é praticamente zero. “As multas variam de R$ 800 a R$ 100 mil, a depender da altura que foi flagrado. O prazo para resgate é de 60 dias, mas muitos preferem comprar novos equipamentos porque fica mais barato”, relata.

“Tem som que custa mais que o próprio carro. São verdadeiros minitrios”, acrescenta o subgerente de fiscalização Judielson Ramos. Ele e uma equipe de 33 servidores da Sucom realizam operações, principalmente, nos finais de semana. Antes, os equipamentos eram leiloados. “Acaba voltando para as ruas. Por isso, a alternativa é destruir”, completa Silva. O vereador Geraldo Jr. (PTN) apresentou proposta na Câmara para que ao menos parte dos aparelhos seja reaproveitada nas áreas de saúde, educação e segurança pública.


Veja lista dos mais barulhentos

São Caetano 621 queixas
Liberdade  615
Uruguai 599
Itapuã  594
Boca do Rio 578
Fazenda Grande do Retiro   577
Pernambués 521
Pituba  500
Cajazeiras  488
Periperi 475

 

 

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