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Bahia

As luzes da Assembleia Legislativa voltaram a ser desligadas por volta das 12h30 desta quarta-feira (7), numa suposta estratégia do Exército para forçar a desocupação do prédio pelos policiais militares grevistas.

De acordo com Ronaldo Santos, colaborador político de Marco Prisco, presidente da Aspra, associação de policiais que iniciou a greve no Estado, a água não foi cortada, mas já dá sinais que está acabando.

Pela manhã, foi proibida a entrega de alimentos e medicamentos aos policiais amotinados e foi feito um reforço do isolamento ao prédio da Assembleia Legislativa deixando o clima tenso no Centro Administrativo da Bahia.

Também na manhã de hoje, dois helicópteros do Exército posaram no CAB após fazer sobrevoos. A chegada de um grupo de policiais da Força Nacional aumentou a instabilidade nas negociações. As entradas  de acesso ao Centro Administrativo da Bahia, pela avenida Paralela e pelo bairro de Sussuarana, voltaram a ser fechadas por viaturas e tanques do Exército.

A luz do havia sido cortada ontem por volta da 23h, mas foi retomada novamente às 0h30. A falta de um acordo entre representantes do governo e policiais grevistas agrava o tom das discussões sobre o fim da greve da Polícia Militar na Bahia que já dura nove dias.

Reunião sem acordo
As negociações entre representantes do governo e grevistas terminou sem acordo por volta das 18h desta terça (7). Não há previsão de quando ocorrerá uma nova reunião.

O governador Jaques Wagner disse, na manhã desta terça-feira (7), acreditar que esta reunião poderia ser o fim do greve parcial de PMs. "Iniciamos um processo de negociação. Nós fizemos uma proposta que eu considero bastante razoável e é com base nisso que estou fazendo essa aposta", explicou o governador.

O que teria impedido o fim da greve foi a data de pagamento da Gratificação por Atividade Policial (GAP) IV. As associações queriam que o pagamento fosse realizado em 2012, mas o governador diz que só pode começar a pagar a GAP IV a partir de 2013.

Na reunião, houve avanço em três pontos. Ficou decidido que os 12 PMs que tiveram a prisão decretada não irão para presídios federais, aqueles que participaram da greve de forma pacífica não serão punidos, e os policiais que cometeram atos de vandalismo durante a paralisação responderão a processos administrativos.

Agora, as associações vão apresentar à categoria as propostas discutidas na reunião. A Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra), que decretou greve por tempo indeterminado em assembleia no último dia 31, não participou da reunião.

Além de Dom Murido Krieger, participaram da reunião o secretário da Casa Civil, Rui Costa, o presidente da OAB da Bahia, Saul Quadros, o secretário da Administração do Estado, Manoel Vitório, o comandante geral da PM, coronel Alfredo Castro, e representantes de cinco associações ligadas à PM.

 

 

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