Galeria de Fotos

Não perca!!

Banner

Antonio Franco Nogueira

'(...) Ele não sabia que era impossível, foi lá e fez'. A frase anônima, que dá um tapa na cara dum monte de gente que ajoelha e chora ao menor sinal de derrota – avalie com a efetiva perda da batalha, ainda que tantas outras lhe esperem a frente com possibilidade de vitória, tem lugar cativo no meu, e no seu dicionário.
'(...) Ele não sabia que era impossível, foi lá e fez'. A frase anônima, que dá um tapa na cara dum monte de gente que ajoelha e chora ao menor sinal de derrota – avalie com a efetiva perda da batalha, ainda que tantas outras lhe esperem a frente com possibilidade de vitória, tem lugar cativo no meu, e no seu dicionário.

Vendo uma criança de meses, caindo e levantando, no processo de aprendizado dos primeiros passos, do ato do andar, poucos tiram das cenas a lição que tal processo dá: a de que perseverar é o segredo para o sucesso. Ela, a criança, cai, levanta, anda uns centímetros, encontra um obstáculo, seu brinquedo, talvez, cai de novo, levanta outra vez, mas, sem se intimidar com os tombos, e mesmo que desconfiada, segue como se soubesse que está diante duma missão. E está. Mas a missão futura da criança não é a que cabe falar aqui, mas da perseverança, da insistência, da determinação, em conseguir seu intento. O que faz como que por impulsão, mas que não é. É da sua natureza mesmo, ela veio para aquilo.

Dito do exemplo que dá um bebê ao iniciar seus primeiros passos na vida, lhe trago ao que me trouxe a escrever o texto:

A seara é outra, ou pelo menos pode parecer ser. Mas o gancho dado pela perseverança da criança, se cabe a tantas outras situações, cabe ao caso em que dois seres, eu e ela, que já aprenderam a andar mas não livre de tombos, outros tantos tombos, ou tropeços, se preferir, nos encontramos, mas que um de nós, eu, ou ela, ou talvez nós dois, também desconfiados e nada por impulsão mas pela natureza e, ao que tudo tem indicado, por missão até, viemos seguindo na construção do saber para onde queremos andar.  E estamos andando.

A desconfiança, diante da situação, aonde tudo daria, tanto dum quanto doutro lado, foi superada. A perseverança então tem sido o norte. E seguimos superando obstáculos impostos que não é brinquedo. Sim, obstáculos naturais, que sofrem os casais todos, mas também obstáculos ‘oferecidos’, como uns despachos. Mas seguimos implacáveis com tais adversidades. E estamos andando, sempre em frente, desde há muito.

Mas a que se deve tal sucesso? Antes é preciso o registro de que, não é novidade que quando se ama, muito se pode. Mas o sucesso vem do segredo do se ser amado. E apesar de parecer não haver diferença, há. E ela, a diferença, está no fato de que, quando se é amado se faz tudo e não apenas muito. E dizer o que, quando se ama e é amado?

Tal e qual a criança nos dias dos seus primeiros passos, nosso relacionamento engatinhou, levantou, andou, tropeçou – ou tropecei, caiu, chorou, mas, recomposto, sacudiu a poeira e seguiu.

Ponto.

No inicio não faltou quem te apontasse, e me apontasse. No cabido a mim, dizendo de eu namorar uma criança. Como 38 anos, e você com 21, magrela daquele jeito, somado ao fato de que o que não falta nesse mundo é quem não tem o que fazer, que vive pendurado/a nas janelas e deixa a panela queimar enquanto cuida do guisado alheio, até que dá pra compreender. E falar que se trata duma mulher jovem e bela, então, frente a um sacana com aquela idade, e sentado numa cadeira-de-rodas, medindo quase dois metros de altura, pra você cuidar, nem se fala... E no cabido a você, ao seu interesse na relação, eu até podia discorrer um pouco sobre o que tanto foi dito, mas como não tenho saudade vou ficar com a lembrança daquele dia, da nossa mudança, por você rejeitar o conforto da casa em que eu vivia, e tudo o que nela havia, quando saímos com minhas roupas naquela caixa de papelão, e o carro alugado, e devendo, que logo tive que devolver. Recomeço difícil, mas que você preferiu assim.

Adversidades naturais - e não, e perseverança. Esse era nosso cotidiano. Brigas? Claro. Como não? Senão teríamos uma coroa de luz sobre nossas cabeças. E como não somos santos, brigamos. Mas como não somos mais crianças, nos corrigimos a cada uma delas, e, fazendo da situação como degrau, temos subido para bem longe da repetição. E seguindo caminhando – sem tombos.

- Ele não sabia que era impossível, foi lá e fez. A frase anônima, que dá um tapa na cara dum monte de gente que ajoelha sob o lamento ao menor sinal de derrota – avalie com a efetiva perda da batalha, ainda que tantas outras lhe esperem a frente com possibilidade de vitória, tem lugar cativo no meu, e no seu dicionário. Neles será possível, sempre, encontrá-la. Sobre mim, jamais dei ouvido a que não fosse capaz de segurar a onda, mesmo sendo a criança que tanto disseram que você era. Apesar de ter tido duvidas do seu amor.  Assim como você não ouviu que era impossível eu te trazer alguma felicidade. Então, pouco nos lixando se era possível ou não, partimos pra cima e fizemos – como temos feito um ao outro feliz.

O parágrafo abaixo eu usei numa outra homenagem a você – ou seria a nós dois, “Quem diria...”, mas me permita reeditá-lo aqui, a bem dos tantos casais que possam precisar lê-lo:

“(...) Já tivemos arranca-rabo pra peste. Lembra das diferenças? Elas eram as potencializadoras das brigas. Mas a ficha caindo, tipo você lembrando que o grande barato é justo as tais diferenças, tudo se encaixa. - E como se encaixa. Se é que me entende. Homem é diferente de mulher. Logo, um é homem, e o outro é mulher: vontades diferentes, disposição diferente, querer diferente. Um menstrua, o outro não, um tem TPM o outro não, um gosta de futebol, o outro nem sempre, ela gosta de novela, você não. Ele curte filme de ação - quanto mais sangrento melhor -, já ela só assiste drama e romance. E por aí vai. Mas o problema só se instala quando a prepotência, a intransigência, a maldita razão, a impaciência, e falta de humildade, e de compreensão, se tornam soberanos frente ao amor.”

Assim, como a criança que, com seus poucos meses de vida, ao aprender a andar, cai e levanta quantas vezes forem necessárias até que firme os passos e siga em frente na sua jornada para cumprimento da sua missão, nossa relação, que também já teve meses e no seu início caiu e levantou, hoje, 19 de maio de 2014, quem diria, completa exatos 14 ANOS com passos firmes. E esta foi a forma que encontrei para lhe homenagear: gritando ao mundo o quanto você tem sido importante na minha vida, e eu, conforme suas próprias palavras, tenho sido na sua; esta foi a forma que encontrei para homenagear a você, minha filha, que tanto tem tido quanto me dado forças para junto de ti, e justo por ti, como quem busca cumprir também uma missão em direção um ao outro, fazer o tal do impossível, por nós dois...

Feliz Aniversário.

AQUI mais textos do autor.

Esta foi a forma que encontrei para lhe homenagear: gritando ao mundo o quanto você tem sido importante na minha vida, e eu, conforme suas próprias palavras, tenho sido na sua
Esta foi a forma que encontrei para lhe homenagear: gritando ao mundo o quanto você tem sido importante na minha vida, e eu, conforme suas próprias palavras, tenho sido na sua

 

Camaçari Fatos e Fotos LTDA
Contato: (71) 3621-4310 | redacao@camacarifatosefotos.com.br, comercial@camacarifatosefotos.com.br
www.camacarifatosefotos.com.br