Galeria de Fotos

Não perca!!

Antonio Franco Nogueira

(...)Mas que, por sempre buscar a correção ao identificar cada um praticado - não atoa meus filhos, de 28 e 30 anos, me apresentam aos amigos, como, o cara. E minha esposa tem a palavra Franco tatuada nas costas na extensão dos ombros (Foto - Marcelo Franco)
(...)Mas que, por sempre buscar a correção ao identificar cada um praticado - não atoa meus filhos, de 28 e 30 anos, me apresentam aos amigos, como, o cara. E minha esposa tem a palavra Franco tatuada nas costas na extensão dos ombros (Foto - Marcelo Franco)

Erro. Quem nunca cometeu ao menos um na vida? Pois é, eu já cometi vários ao longo dos meus 51 anos. Alguns involuntários, outros por indução ou inocência até, mas cometi. É bem verdade que até depois de ter aprendido que o céu não é perto, mas que há muito que evito a aproximação dos malassombrado de plantão (é isso mesmo: ma-la-ssombrado. E no singular. É mais representativo, e tragicamente cômico dessa forma), que nos rodeiam com o único propósito de tirar vantagem sempre, e nos jogar no buraco. - Mas que, por sempre buscar a correção ao identificar cada um praticado - não atoa meus filhos, de 28 e 30 anos, me apresentam aos amigos, como o cara. E minha esposa tem a palavra Franco tatuada nas costas na extensão dos ombros -, me solidarizo facilmente com quem comunga do mesmo pensamento meu.

Lá pelos idos de quando Caetano [prefeito de Camaçari] ainda era deputado, ele, ao entrar na minha sala, anexa à minha casa, na pré-campanha para prefeito da cidade meses antes de iniciar sua segunda gestão do município (a primeira foi na década de 80), depois de aceitar o convite de Téo Ribeiro (vereador) para apoiá-lo, disse a ele que iria usar sua infeliz gestão do passado, para convencer o eleitorado de lhe dar a chance de corrigir o seu erro de 85. Parecia incoerente, mas a estratégia funcionou, e faz todo sentido – A essa altura eu, e muita gente, menos a massa, sabia que aquela famigerada gestão aconteceu pela soma de muitos fatores, entre eles a marcação cerrada do então, agora finado, governador Antonio Carlos Magalhães, por quem passavam os recursos que deviam [que ironicamente saía daqui, ia e não voltava devidamente por retaliação] vir para Camaçari, somado à inexperiência do jovem prefeito Caetano, na época com menos de 30 anos.

Inexperiência que o levou a afundar ainda mais suas mínimas condições de gerir a cidade quando autorizou seus então secretários de Governo e Fazenda a usarem o único recurso à mão, no caso, o dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) - verba federal destinada para suporte da administração, principalmente para a Educação e Saúde – para pagamento do funcionalismo municipal, prioritariamente os professores, que não recebiam seus salários havia pelo menos quatro meses.

E fui pra rua encarar as feras (o povo) que resistia ao nome de Caetano como um cristão resiste ao diabo. Depois de ouvir alguns palavrões, de relaxar no tema da conversa e fazer o abordado/a esquecer do assunto, perguntava-lhe se eventualmente algum dia ele/a cometera algum erro que o/a incomodasse até então, no caso de ter a chance de corrigi-lo se gostaria de fazê-lo. Ao que, distraído/a do papo, TODA resposta era, CLARO. QUEM NÃO GOSTARIA?! E a próxima pergunta, à queima-roupa, era qual o conceito de justiça que tinha a pessoa. Que queria ter, mas não dar tal oportunidade.  Pronto: caía a ficha. E o/a sujeito/a não só passava a aceitar Caetano, como se tornava um soldado da causa – pelo menos entre familiares e amigos.

Mas por que isto? Porque ao ouvir de mim que usaria esse argumento com a população, que lhe devia dar a chance de corrigir-se, percebi no deputado Caetano uma expressão facial, um brilho nos olhos, que imediatamente identifiquei como o mesmo brilho que via nos meus, ao chegar frente ao espelho, sobre ter a chance de corrigir um erro que por muito tempo me incomodou, (não roubei nem matei ninguém – graças a Deus). Naquele momento vi, e disse ao povo nas ruas, que Luiz Carlos Caetano deveria ser o prefeito, pois entraria para a história, ele e a gestão que faria. E fez. Não menti pra minha gente. Digo isso do alto dos 49 anos que tenho de Camaçari (nasci em Maragogipe); do alto de quem acompanhou quase uma dezena de outras gestões, e que só nesta viu o que posso aqui classificar de voo de crescimento em apenas oito anos de administração.

Deve haver, e certamente há, quem diga que estou exagerando sobre os feitos desse prefeito. Mas povo não é. Pois o povo foi o principal objetivo deste gestor. Não vou elencar aqui, pois lhe cansaria muito as vistas para ler.

Mas e por que a votação de Ademar, prefeito-eleito, indicado de Caetano, foi de menos de 50% dos votos válidos? Alguém deve está perguntando. Simples: muitos ainda não aprenderam o significado, a importância de votar bem, se deixando levar pelo impossível travestido em promessas estrategicamente colocadas e mascaradas – deixando de avaliar, também, o tanto de compromissos e o comprometimento do município com apoiadores/investidores a serem pagos, na lata - leia-se, imediatamente, uma vez de posse do poder, se considerado um certo histórico de um certo alguém; muitos que - assim como em 85 e depois disso, não sabiam da boa-vontade do jovem prefeito, que usou a assistência (constitucional) federal para toda a gestão para pagar apenas salários, comprometendo sua administração, também não lembravam dos desmandos, que juridicamente atende por Improbidade Administrativa, do apoiador-mor do seu adversário, quando governou a cidade, haja visto sua condenação pela justiça eleitoral, o impedindo de candidatar-se nesse pleito. Mas que pecou quando menosprezou a força dos feitos da gestão, e sucumbiu diante da mensagem memorizadora do atual gestor à comunidade dizendo do seu prazer de ter, por esses oito anos, dormido tarde e acordado cedo pela cidade. “Pela nossa cidade”, ele disse.

Que pecou também, quando subestimou a capacidade, a força da militância petista (não sou filiado, mas acompanho essa turma desde há muito), que pode está dormindo no mais profundo dos sonos, mas que desperta brava, valente, à menor provocação. E deu no que deu.

Para quem estiver perguntando por que não estendo à cena nacional a questão PT, torcendo o beiço pelo julgamento do que a grande mídia taxou de mensalão, tenho a dizer que, além de o foco aqui ser um cidadão que quis pagar, e pagou, muito bem, seu débito com a cidade, assim como eu, que foquei-me na questão Camaçari, o povo brasileiro preferiu botar na balança as administrações do Partido, Brasil a fora; o sensacionalismo da imprensa interessada; a coincidência da data do início do evento jurídico; o fato de jamais na história dessa nação se ter presenciado a prisão/condenação de juízes, delegados federais e políticos como no governo petista, e elevar a Legenda a partido mais bem votado do país, com mais de 17 milhões de votos, e que assistiu o PMDB retroagir para atrás das suas linhas, o PSDB recuar 5% na preferência do eleitorado e o DEM degringolar faraônicos 51% - a caminho duma extinção/fusão. O que não vejo como resultado, outro que não seja os efeitos do seu modelo de gestão. Que, inegavelmente, presenciado por sua militância, a impulsiona em horas como essa. Exatamente como aconteceu nesse município.

Encerro, agradecendo ao prefeito Luiz Carlos Caetano, pelos tapas nos ombros, que na época ouvi de alguns que me dariam por defendê-lo, mas que, até aqui, jamais me deram.

Antonio Franco Nogueira. Diretor do Camaçari Fatos e Fotos. - Que, apesar de aqui está apenas na condição de cidadão, tem dito, e reiterado, que não engana seus leitores: é honesto com eles - diante dos quais tem a coragem de dizer que comunicação imparcial, é utopia -. Mas que, enquanto o correto for feito, informa e aplaude. Porem, quando deixar de ser, também informa e aponta, como sempre fez, para que feito seja.

(...)Mas que pecou quando menosprezou a força dos feitos da gestão, e sucumbiu diante da mensagem memorizadora do gestor à comunidade dizendo do seu prazer de ter, por esses oito anos, dormido tarde e acordado cedo pela cidade. “Pela nossa cidade”, ele disse (Foto: CFF)
(...)Mas que pecou quando menosprezou a força dos feitos da gestão, e sucumbiu diante da mensagem memorizadora do gestor à comunidade dizendo do seu prazer de ter, por esses oito anos, dormido tarde e acordado cedo pela cidade. “Pela nossa cidade”, ele disse (Foto: CFF)

 

Camaçari Fatos e Fotos LTDA
Contato: (71) 3621-4310 | redacao@camacarifatosefotos.com.br, comercial@camacarifatosefotos.com.br
www.camacarifatosefotos.com.br